CDS alerta para alunos sem escola na Venda do Pinheiro

Centena e meia de alunos da Venda do Pinheiro ainda não sabem em que escola vão estudar este ano letivo. E a culpa é do Ministério da Educação e da revisão dos contratos de associação com os colégios privados, acusa o CDS.

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O CDS garante que alertou o Ministério da Educação e o resultado está à vista. Na semana em que milhares de alunos, por todo o país, estão de regresso à escola, na Venda do Pinheiro, localidade do concelho de Mafra, cerca de 150 crianças do 5.º e 7.º anos ainda não sabem onde vão estudar, tendo para já como única hipótese fazê-lo em turmas sobrelotadas ou em escolas longe de casa.

São todos alunos que este ano letivo estariam matriculados em dois colégios particulares – de Santo André e Miramar – que deixaram de ter novas turmas em início de ciclo, em virtude da revisão dos contratos de associação com Ministério da Educação.

“As escolas próximas disseram que não tinham vagas e as que podem receber estes alunos ficam na Ericeira, longe das suas casas, contrariando assim o estudo apresentado pelo Ministério da Educação onde se garantia que apenas seriam cortadas turmas onde houvesse oferta pública”, diz ao Expresso a deputada centrista Ana Rita Bessa.

“Acresce que a autarquia não tem transporte escolar, o que irá significar custos acrescidos para os pais”, acrescenta.

Para Ana Rita Bessa fica assim claro que “o estudo do Ministério da Educação não percebeu que o concelho de Mafra é o único a registar um crescimento em termos populacionais a nível nacional, e ao contrário do que o CDS sempre defendeu não foi feita uma análise caso a caso”.

“Em tempo útil pedimos ao Ministério da Educação um estudo mais realista para antecipar estes casos mas nada foi feito”, insiste a deputada.

Em comunicado enviado às redações esta manhã, o CDS assegura que aos pedidos de audiência feitos pelos pais em julho, o Ministério da Educação nada disse até agora, tal como também não respondeu às perguntas então enviadas pelo grupo parlamentar centrista.

“No CDS queremos assinalar o início do ano letivo ao lado dos que este Governo deixou para trás”, pode ler-se no comunicado.