“O COMPROMISSO COM ANGOLA É DE AÇO”

Fabricante de barras de aço e presente em vários países do continente africano, a Fabrimetal tem caminhado ao lado de Angola no seu progresso e afirmação no mundo global. Luís Diogo, Diretor Comercial da empresa, fala-nos um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pela Fabrimetal.

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Não obstante ao atual contexto económico, o setor da construção é um dos setores mais promissores em Angola, em termos de evolução e fundamental na regeneração das economias locais e nacional. O contexto económico despertou novas oportunidades de negócios para a empresa?

O atual contexto económico tem sido bastante adverso, dada a drástica descida da cotação do Barril do Petróleo, principal fonte de receita para o Orçamento de Estado Angolano. Enquanto produtores nacionais, não podemos dizer que a procura não tivesse aumentado, porque aumentou efetivamente, todavia também nós fomos e continuamos a ser atingidos pela falta de divisas, o que afetou consideravelmente a importação de algumas matérias primas, pois apesar de adquirirmos grande parte da nossa matéria prima no mercado nacional, temos também necessidade de importar alguns produtos que são essenciais para manter os níveis de qualidade do nosso produto. Apesar de tudo isto, temos vindo a conseguir manter os níveis de produção e não fizemos despedimentos, pelo contrário!

A Fabrimetal tem desenvolvido um trabalho de forma muito comprometida com Angola, gerando um valor acrescentado significativo à economia nacional. Que produtos a empresa conseguiu introduzir este ano de forma a corresponder às exigências do mercado atual?

Efetivamente o compromisso da Fabrimetal com Angola é de “aço”. O valor agregado que geramos para a economia nacional é substancial, quer no nível de emprego gerado quer no contributo que damos à redução das importações. Tínhamos previsto para este ano um investimento com vista à produção de produtos complementares ao Varão de Aço, tais como Barras, Cantoneiras e Perfis, todavia face à situação macroeconómica não nos foi possível avançar. Reforçamos a nossa presença no mercado com a nossa atual gama de produção, Varões de Aço Reforçado FM TMT dos diâmetros 8 a 32. Apostamos continuamente na qualidade do nosso produto.

Denotam-se fortes avanços no setor da construção em Angola, porém a crise evidenciou algumas debilidades que teimam em persistir. Que principais desafios enfrentam no setor enquanto produtores nacionais de forte presença no país?

Um dos principais desafios que temos é, face à atual conjuntura, mantermos a nossa estrutura e os níveis de produção. Estamos convictos de que o pior da crise já tenha passado e como tal, verificando-se melhorias no ambiente económico, o nosso compromisso com Angola será certamente reforçado.

No ano passado estiveram presentes na Projekta, a maior feira dedicada à indústria da construção, obras públicas, urbanismo e arquitetura, em Angola. Uma feira que fomenta oportunidades de contacto, negócio e investimento internacional necessárias à revitalização e reconstrução das infraestruturas base do país. A Fabrimetal tem novidades promissoras para apresentar na edição deste ano da feira?

Estivemos efetivamente presentes no ano passado e estaremos também este ano. A nossa presença estará em linha com a do ano anterior. Temos hoje uma notoriedade maior no mercado, tendo um nível maior de responsabilidade também para com os nossos clientes. As novidades serão o que já materializamos até ao momento, a introdução do sistema de vazamento contínuo para obtenção de Bilets (Lingotes), o novo sistema de empacotamento do nosso produto e obviamente o reforço contínuo que temos depositado no sistema de qualidade. A Fabrimetal tem caminhado ao lado de Angola no seu progresso e afirmação no mundo global. Na sua opinião, o potencial do mercado angolano continua a ser devidamente reconhecido? Nós acreditamos que sim. No nosso caso em particular, com dados precisos podemos afirmar que temos potencial para crescer quer ao nível do mercado interno quer ao nível do mercado externo! Isto é demonstrativo de que o mercado continua a ser reconhecido, não obstante o atual ambiente macroeconómico.

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