SAIR DO CONVENCIONAL COM UM REVESTIMENTO ÚNICO

A aposta na diferenciação assume-se como um factor essencial no momento de criar valor e assim conquistar a aceitação e a receptividade do mercado e portanto é importante que as marcas promovam e fomentem produtos e serviços que criem no consumidor essa vontade de conhecer mais. É neste «palanque» que surge a Microcrete. Mas venha conhecer mais.

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Atenta a estes cenários, a Revista Pontos de Vista foi conhecer a Microcrete, marca que está na vanguarda e que tem vindo a crescer no mercado interno e internacional através daquele que é um produto inovador, o denominado Microcimento, um produto que proporciona benefícios práticos e decorativos no revestimento de pavimentos e paredes, ideal para projectos de reabilitação e decoração minimalista, até porque se assume como um material flexível e de enorme qualidade, capaz de enaltecer qualquer espaço, tornando-o mais moderno e distinto.

Fomos portanto perceber as mais-valias deste produto e marca e conversámos com Sérgio Vasconcelos, CEO da Microcrete, que nos deu a conhecer um pouco mais do background deste produto, das valias e vantagens do mesmo, sem esquecer as potencialidades que representa para o consumidor final e não só.

A entrada em Portugal do designado Microcimento deu-se há cerca de 8 anos, mais concretamente em 2008, período em que a Microcrete decidiu trazer este produto bastante reconhecido pelas suas valias em outros mercados, em especial o francês, pois esta é uma solução que permite, entre outras coisas, diversas utilizações que vai desde a impermeabilização à reabilitação e revestimento, aportando um «ar» moderno e novo. “A ideia primordial foi a de olharmos para o universo da construção como uma construção 2.0, ou seja, pretendemos trazer uma tecnologia moderna e diferenciadora como solução para os problemas do quotidiano”, esclarece o nosso entrevistado.

Como já foi salientado, em 2008 deu-se a entrada do produto da Microcrete, o Microcimento, em Portugal, período em que se viveu de uma forma mais profunda a crise no setor da construção, principalmente no domínio do edificado novo. Mas porquê correr este risco num período de dificuldades? Segundo Sérgio Vasconcelos, a marca gosta de trabalhar nos designados nichos de mercado, fazendo sempre algo pioneiro, mesmo que para isso seja necessário correr alguns riscos. “Naturalmente que corremos riscos, até porque quando o fazemos temos necessariamente que «educar» o mercado e isso é penoso e moroso. Temos de perceber que estávamos num momento de crise em Portugal e o nosso país, nessa altura, ainda se encontrava bastante atrasado relativamente a estes produtos mais inovadores na dinâmica da construção”, salienta o nosso interlocutor, lembrando que o mundo da reabilitação começou a surgir em Portugal nesse período, 2008, sendo que ainda hoje os dados existentes no âmbito da reabilitação são inferiores ao que era nesse período em mercados congéneres como o alemão ou o francês, “em que cerca de 85% do mercado assentava na reabilitação e o restante em construção nova. Em Portugal era o inverso, ou seja, cerca de 80% de construção nova e o restante ao nível da reabilitação. Aquilo que tenho aprendido é que tendencialmente seguimos o caminho dos restantes países europeus, embora ainda estejamos algo atrasados”, revela o CEO da Microcrete, assegurando que Portugal está no bom caminho, mas que este rumo é naturalmente árduo e complicado.

Cepticismo ultrapassado

O Microcimento «made in» Microcrete aporta um vasto conjunto de valias, além de poder ser revestido sobre madeira, tijoleira, pedra natural e cerâmica. É altamente resistente à água, gordura e óleos, e a sua aplicação é feita de forma rápida, sem barulho, confusão e entulho. Para além disso, problemas como a humidade, fissuras e a acumulação de sujidade nas juntas deixam de existir. “É um produto que agrada transversalmente a todos os agentes que tomam decisões, principalmente aos arquitectos, que o adoram por ser um produto contínuo. Para o utilizador final tem a vantagem de não possuir juntas, tornando-se mais fácil de limpar, e para os instaladores demora menos tempo a aplicar, ou seja, há poucos desperdícios”, revela.

Mas esta entrada no mercado não foi fácil. Longe disso. Principalmente por ser um produto desconhecido, o que provocou algum cepticismo no consumidor final. “Sim, o utilizador final tinha algumas dúvidas ao nível da eficácia e das garantias, mas fomos contornando e ultrapassando essas dificuldades e hoje a visão das pessoas sobre o Microcimento é o inverso, ou seja, sabem das qualidades e valias do produto. Além disso, não existiam aplicadores/instaladores dentro da própria marca e tivemos que criar uma equipa que assegurasse a aplicação do produto, o que ajudou no desenvolvimento da marca”.

Atento a estes cenários, o nosso entrevistado assegurou que o caminho passou também por acções de formação e workshops, sendo que atualmente a marca ministra dois workshops mensais em Lisboa e no Porto, completamente gratuitos, “ao contrário de outros países, em que são pagos. São ações abertas ao público em geral e profissionais, em que temos instaladores, engenheiros, arquitetos e o consumidor final. Tem tido bastante sucesso e todos os meses temos entre quarenta a sessenta pessoas que assistem a estes workshops o que ajuda na promoção e divulgação do produto”, afirma.

Inicialmente, a Microcrete assumia-se como uma marca importadora de Microcimento, algo que mudou em 2013, quando a mesma começou a produzir o produto, sendo actualmente a única empresa a fazê-lo em Portugal. “Foi uma consequência positiva em que aproveitamos o know-how que fomos adquirindo como instaladores para melhorar o produto e neste momento temos uma matéria prima de enorme qualidade, preferida até pelo mercado francês e isso dá-nos muita satisfação, pois sabemos que estamos no caminho certo”. Se inicialmente a marca detinha uma maior preponderância de atuação em obras novas, hoje os «pratos da balança» estão muito mais equilibrados, estando divididos entre a construção nova e a reabilitação. “Diria que, hoje em dia, o nosso volume de negócios é de 50/50, sendo que também estamos muito focados no domínio da reabilitação nos centros históricos do Porto e de Lisboa, principalmente no âmbito de parcerias relativamente aos nossos workshops”, salienta Sérgio Vasconcelos.

Desafios não cessam…e ainda bem

Atualmente a Microcrete opera a nível de todo o território nacional, mas também a nível internacional, estando presente em diversos países como França, Espanha, Holanda, Angola, entre outros. “Temos bastante qualidade e conseguimos ser bastante competitivos ao nível do preço”, salienta o nosso interlocutor, realçando que a marca se candidatou ao sistema de incentivos Portugal 2020, “pois pretendemos continuar a apostar fortemente no mercado”.

Mas será que este produto e marca vieram mudar o paradigma da construção e da reabilitação em Portugal? Para Sérgio Vasconcelos assumir essa linha de pensamento “é demasiado ousado e não temos essa veleidade, mas temos feito o nosso trabalho como agentes deste mercado e contribuído para o mesmo. Temo-nos assumido como alguém que compreende as necessidades e as exigências das pessoas e do seu dia a dia. A reabilitação tem e deve caminhar para que o utilizador ou o dono da propriedade/habitação saia de casa de manhã e quando regressa do trabalho a mesma esteja concluída. Este panorama é o ideal, e embora ainda seja uma utopia, acredito que estamos mais próximos do dia em que isso seja uma realidade. Os produtos, as soluções e os instaladores têm e estão a fazer este caminho e hoje já temos soluções que permitem essa celeridade e comodidade”.

Desafios, Desafios, Desafios! Nunca cessam e na Microcrete este desígnio é muito mais que um desejo ou aspiração. É uma realidade. E o desafio da marca passa, atualmente, pelo mercado externo, até porque no mercado interno o crescimento tem sido evidente e recorrente. “O que os outros vêm como obstáculos, nós vemos como desafios e temos orgulho porque vemos grandes marcas portuguesas da construção a utilizarem o Microcimento e isso é um sinal de que estamos a fazer um excelente trabalho de uma marca que foi pioneira ao trazer este produto para terras lusas. Continuamos a trabalhar um nicho de mercado, mas somos especialistas nesta área e sabemos o que fazemos. Temos rapidez de entrega, inovação na área com produtos e materiais de excelência. Por isso, estamos no caminho certo e sei que vamos singrar”, conclui Sérgio Vasconcelos, CEO da Microcrete.

 

Mais um Produto, mais uma Inovação

A Homeing – Interior Design and Home Living, que se realizou de 29 de Setembro a 1 de Outubro, foi palco da apresentação de um novo produto «made in» Microcrete, o M Liner. Um produto comercializado em kit pronto a aplicar, resultado da vontade de inovar que se traduz na optimização e simplificação da aplicação de microcimento, preservando todas as suas características. “O M Liner é produzido artesanalmente nas nossas fábricas, através do barramento manual de microcimento sobre uma fibra que permite o seu enrolamento, o que facilita o transporte e a sua aplicação em obra sem necessidade de mão-de-obra especializada. É uma grande evolução no setor, até porque o trabalho que até aqui demorava 3 a 4 dias a concluir, agora pode ser realizado e concluído no próprio dia. Estamos bastante satisfeitos com a presença que tivemos neste evento e com a curiosidade e receptividade que o produto teve”, afirma Sérgio Vasconcelos.