Civis executados, crianças incluídas e aldeias inteiras queimadas na comunidade rohingya numa operação lançada pelo exército.

Ao que tudo indica as forças de segurança birmanesas têm morto homens, massacrado crianças, violado mulheres. Com isto, queimam e tomam de assalto casas.

Há semanas que o Exército tem em curso uma larga ofensiva no estado de Rakhine, mas há poucas informações a partir da região desde que foi vedado o acesso a jornalistas e observadores internacionais pelo Governo. Um porta-voz do executivo disse estar “muito, muito desapontado” com as declarações da parte do Alto-Comissariado para os Refugiados ONU.

Esta semana, a Human Rights Watch revelou imagens obtidas por satélite em que é possível observar casas de aldeias inteiras destruídas pelo fogo. Apesar da falta de informações, a maioria dos relatos apontam para que cerca de 90 pessoas tenham morrido nas últimas semanas e 30 mil estejam desalojadas.

O Governo nega que o Exército cometa abusos contra a população muçulmana e acusa os rohingya de serem responsáveis pela destruição das próprias casas para conseguir atenção internacional.

A ofensiva do Exército em Rakhine foi lançada como resposta a uma série de ataques coordenados contra postos fronteiriços no início de Outubro. O Governo acusa grupos extremistas islâmicos de estarem por trás dos ataques, mas há poucas informações sobre que tipo de organizações se trata e qual a sua verdadeira dimensão.