A menina síria de sete anos que ficou conhecida no final do verão, quando abriu uma conta na conhecida rede social, para contar ao mundo o que a sua família passa, diariamente, debaixo de fogo.

“Não temos casa. Tenho alguns ferimentos. Não durmo desde ontem. Tenho fome. Quero viver. Não quero morrer”, lê-se num post publicado na segunda-feira. “Mensagem: estamos em fuga desde que morreram mais pessoas sob fortes bombardeamentos. Lutamos pelas nossas vidas”, escrevera a mãe de Bana, Fatamah, momentos antes.

O tom de desespero aumentou porque nas últimas horas, segundo os relatos internacionais, a situação agravou-se. Já antes disto, a família alertara que a internet começava a falhar – a família de Bana vive na zona leste da cidade, a mais poupada aos bombardeamentos, permitindo alguma comunicação com o exterior – e apelava: “por favor, rezem por nós.” Lembrava ainda que permanecem perto de 200 mil pessoas em Aleppo e despedia-se com um “Adeus”. É pouco depois que a imagem da menina, cheia de pó, aparece online, dando conta do ataque à sua casa e dos mortos em volta.