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Em busca do presente perfeito? A ciência ajuda-o

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Em busca do presente perfeito? A ciência ajuda-o

Alguns presentes são excelentes para oferecer, mas não para receber. É isto que defende o estudo liderado por Jeff Galak, da Carnegie Mellon University, cuja publicação põe a nu os vários erros cometidos pelas pessoas que estão na posição de oferecer um presente.

Um dos principais erros prende-se com o facto de as pessoas que oferecem se focarem no momento em que o presente é aberto e não na forma como ele vai ser utilizado no futuro. Os recetores não estão a observar o momento, eles são os protagonistas. Por isso, aquilo que pensam diz respeito precisamente à utilidade do presente no futuro.

“Não individualize demais os seus presentes. As pessoas muitas vezes dão maus presentes por insistirem em comprar algo diferente para todos”, este é o primeiro conselho deixado pelo The New York Times, num artigo dedicado ao tema. Mais vale dar algo que saiba que a outra pessoa vai gostar, algo mais ou menos garantido, e não exagerar demasiado na escolha do presente.

Em segundo lugar, se tiver a oportunidade, deixe a pessoa decidir aquilo que quer. E se souber aquilo que a pessoa quer, é melhor não inventar. Dê-lhe aquilo que ela quer. Os investigadores Francesca Gino e Francis J. Flynn reuniram cinco estudos no Journal of Experimental Social Psychology que mostram que quem recebe os presentem apreciam mais aqueles que eles pediram especificamente do que aqueles que não pediram.

Além disso, não vale a pena perder muito tempo a pensar e a comprar os presentes, porque, desde que o presente satisfaça, os recetores geralmente não consideram o tempo gasto na escolha do presente.

É daquelas pessoas que, por receber inúmeras caixas de chocolates no Natal, tende a redistribuí-las como presentes para outras pessoas? Não precisa de ter vergonha de o admitir, nem tenha medo de ofender quem lhe deu esses chocolates originalmente. Aliás, um estudo de Harvard mostrou que eles não se sentem assim tão ofendidos.

Quem dá acredita que quem o recebe tem o poder de fazer o que quer com o presente. No entanto, quem recebe sente que as pessoas que lhe ofereceram o presente têm ainda algum poder sobre ele. No final, tudo se resume a um mal entendido. Sabendo disto, este Natal pode ter a consciência mais tranquila quando estive a re-oferecer um presente.