PORTUGAL – CHINA | ORIENTAÇÕES PARA O FUTURO

Os investimentos e o comércio entre Portugal e a China tem tido forte crescimento nos últimos anos, mas representam ainda uma pequena parte do potencial efetivo entre os dois países. Desta forma, interessa perceber o que pode ser realizado para que este potencial continue a ser aproveitado por ambos os países e assim se criem laços e redes mais fortes e duradoiras ao nível empresarial, comercial e económico, entre outros.

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Atenta a estes cenários, teve lugar, nos passados dias 15 e 16 de Novembro, a 1ª Edição do Fórum Económico Portugal China, realizado na FIL, no Parque das Nações, tendo como principais organizadores a Fundação AIP e a Câmara de Comércio e Indústria Luso Chinesa, sendo que este foi o maior encontro nacional de empresários e investidores chineses e portugueses, o que revela desde logo a dimensão e relevância que este certame teve e tem para o futuro das relações entre Portugal e China, até porque mobilizou centenas de empresários e investidores dos dois países na feira de Comércio e Investimento Portugal-China, nas conferências e encontros de negócios e na Gala anual Portugal-China. Este evento, contou ainda com o apoio dos Governos de Portugal e da China, e as parcerias estratégicas com entidades como a Acilc – Associação dos Comerciantes e Industriais Luso Chinesa, Liga dos Chineses em Portugal, Ajepc – Associação dos Jovens Empresários Portugal China, ou o Turismo de Portugal.

Ninguém ficou de fora, e na 1ª Edição do Fórum Económico Portugal China foi possível ver empresas e investidores de diversas áreas como o Imobiliário e Turismo, a Construção e Obras Publicas, a Energia, Água e Ambiente, as Novas Tecnologias, a Agro Indústria e os Produtos Alimentares, Moda e Acessórios, Serviços Financeiros e Seguros, Logística e Transportes. Esta foi portanto uma excelente oportunidade para mostrar os produtos e serviços fazendo crescer os seus negócios. Neste sentido, os grandes desideratos com este evento passaram por reforçar as relações bilaterais, criando um evento único, que contribuiu para melhorar a interação entre os agentes económicos, empresariais e institucionais; ampliar redes de contactos entre os participantes, identificando, construindo e consolidando novas oportunidades de negócio; e “obter informações, partilhar experiências e aumentar o conhecimento recíproco sobre estratégias de investimento e internacionalização”, revelou Sérgio Martins Alves, Secretário Geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.

Todos sabemos que a República Popular da China é, hoje, um gigante económico em crescimento, com um mercado de mais de um bilião de pessoas que progressivamente tem incrementado o seu poder de compra. Além disso, hoje existem melhores condições no que concerne a trocas comerciais entre Portugal e China, mais concretamente ao nível de legislação, informação, entre outros, existindo também, um envolvimento cada vez mais vincado que aproxima os diversos agentes económicos. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer para que esta relação de parceria entre Portugal e a China seja ainda mais forte e crie laços de dimensões superiores. Por isso, a evolução ainda é pouco expressiva, isto apesar dos recentes investimentos no âmbito do sector energético. Mas nada que desesperar, até porque têm existido medidas e iniciativas que, paulatinamente, têm levado a melhorar e a aumentar estas relações. “Houve um forte trabalho político, diplomático e económico a partir de 2005 que conduziu à situação que temos hoje, que é a de uma maior atenção da China às oportunidades de investimento em Portugal e à criação de oportunidades para investimentos portugueses”, afirma Sérgio Martins Alves. Desta forma, hoje os empresários portugueses podem aventurar-se com outra segurança para lá dos limites de Macau.

Assim haja vontade e os panoramas vão-se realizando cada vez mais com outra sustentabilidade e eficácia, até porque existem players dispostos a isso, como a Câmara de Comércio e Indústria Luso Chinesa, que tem tido um papel único como catalisador para o restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e China. Por isso o futuro apresenta-se risonho neste domínio, até porque há diversos e diferentes áreas e segmentos onde crescer a médio prazo. Assim, existam orientações estratégicas de sector e abordagens estruturadas num mercado da dimensão do chinês, para que não continuem a ser desperdiçadas mais oportunidades num mercado que é um filão evidente para as empresas lusas, assim estas saibam actuar em conjunto e apostar na qualidade dos seus produtos e serviços.