Shelia Fedrik contou que instintivamente sentiu que algo de errado se passava, quando viu uma jovem sentada na janela ao lado de um homem mais velho, no voo que seguia de Seattle para São Francisco, nos EUA.

A rapariga “parecia ter passado pelo inferno,” contou a hospedeira, segundo a qual a adolescente deveria ter entre 14 e 15 anos.

Em entrevista à NBC, Shelia contou que tentou conversar com os dois, mas o homem ficava na “defensiva”, impedindo a adolescente de falar. A hospedeira insistiu e conseguiu pedir para a rapariga ir ao à casa de banho. No local, a profissional deixou um bilhete perguntando se estava tudo bem.

“A menina escreveu no espelho que precisava de ajuda”, contou Federick ao jornal.

A hospedeira comunicou ao piloto o sucedido e este, por sua vez, avisou a polícia. No desembarque, as autoridades policiais aguardavam pelo homem. Foi constatado que o suspeito participava de uma rede de tráfico humano.

Nancy Rivard, ex-hospedeira, fundou em 2009 a Airline Ambassadors, precisamente para treinar a tripulação de um avião para identificar alguns sinais de tráfico humano.

O ano passado, as autoridades dos Estados Unidos detiveram dois mil traficantes de pessoas e identificaram 200 vítimas.