Hoje, o mercado dos seguros assume-se como um setor em que a tecnologia e a inovação são fundamentais. Que principais motivos impulsionam a inovação em seguros?

Os motivos que impulsionam a inovação e tecnologia nos seguros são praticamente os mesmos que os que impulsionam as outras atividades: ter o cliente mais próximo, conhecer melhor o cliente e as suas necessidades, ter uma resposta mais rápida e dar um serviço de excelência. Acresce neste mercado em que gerimos o risco, a tecnologia e inovação podem ajudar e em muito a diminuir o risco (alarmes inteligentes em casa, indicadores de condução nos carros, indicadores de atividade física, entre outros).

Aliando a experiência da Liberty Seguros à inovação, é possível para os clientes encontrar as melhores alternativas de seguros disponíveis para os seus casos. De que forma a Liberty Seguros se destaca das demais seguradoras no mercado?

O lema da Liberty Seguros é “Pela proteção dos valores da vida”. Temos a trabalhar connosco uma rede de agentes profissionais que aconselham aos nossos comuns clientes a solução que melhor se adapta a cada um. Os seguros não são um tema “sexy” e tem alguma complexidade pelo que entendemos que a melhor forma de proteger os valores da vida dos nossos clientes é aconselhá-los profissionalmente, através do mediador de seguros, e prestar a todos um serviço de excelência. A atividade seguradora transfere para si, a troco de um pagamento a que chamamos prémio, os riscos que cada um de nós corre. Num cenário nada simpático e que não gostamos de pensar, em que há uma tempestade (algo cada vez mais comum nos últimos anos em Portugal) e esta danifica a nossa casa e bens nela existentes, o seguro serve para nos ressarcir desses danos e permitir voltar à nossa casa. Mas este é um cenário que não pensamos no dia-a-dia, e até fugimos de pensar nele. O mediador ajuda-nos a lembrar e aconselha o que devemos proteger para termos uma vida mais tranquila.

A inovação é cada vez mais um fator de diferenciação e de conquista de mercado da indústria seguradora. Mas não só. Não se limita a ser uma estratégia defensiva à volatilidade e mutações do mundo que a rodeia. Que vantagens traz para os segurados?

A inovação nos seguros passa também, como já disse acima, por associar tecnologia de forma a diminuir o risco. Ao diminuir o risco contribuímos para menos acidentes para os segurados. Um alarme inteligente em casa que detete maus funcionamentos pode evitar acidentes. Um indicador no carro que nos indique que estamos com uma condução perigosa pode evitar acidentes, entre outros. Ou seja, ao aconselhar objetos que diminuam o risco ajudamos, igualmente, os segurados a viverem vidas mais seguras.

No panorama atual português, o setor dos seguros ainda é visto pela sociedade como um setor tradicional de processos longos e complicados e de alguma burocracia?

Sim, é verdade, embora todo o setor esteja alerta para esta realidade e seja ele próprio o motor da mudança. Como exemplo temos a aplicação lançada no final de 2016 pela Associação Portuguesa de Seguradoras para preenchimento da declaração amigável de seguro através de telemóvel, sem todo o processo aborrecido de preenchimento num papel autocopiativo e com direito a ter de desenhar, o que para alguns segurados (como é o meu caso) pode ser um desafio.

É defendido por alguns como um setor com predisposição para a inovação, a tecnologia e novos modelos de negócio. Nesta medida, qual tem sido a estratégia da Liberty Seguros no que concerne à inovação e desburocratização?

Na Liberty trabalhamos muito de forma a disponibilizar aos nossos parceiros e clientes soluções amigáveis. Vamos lançar no início do ano uma nova plataforma para os nossos mediadores, mais ágil e rápida, e que permite ser usada também em smartphones e tablets. Estamos a trabalhar igualmente num projeto inovador em termos de diminuição do papel que dará os seus frutos em 2017. Iremos disponibilizar, ainda, aos nossos mediadores uma forma de fazer simulações e emissão de apólices nos seus smartphones.

Por outro lado, as tecnologias e inovação podem dificultar a prestação das seguradoras, numa altura em que o setor segurador é extremamente competitivo?

Não vejo as tecnologias e inovação como um fator que dificulte a prestação das seguradoras. Muito pelo contrário, vejo como um fator facilitador. O que acontece e que nos levanta novos desafios é que nós, na atividade seguradora, estamos habituados a estudar o passado e a extrapolar o futuro com base neste. Quando temos inovação lança-nos o dilema de como extrapolar, pois não temos passado para estudar. Por isso inovamos e, mais uma vez, temos a tecnologia a ajudar e rapidamente podemos estudar a inovação e aplicar aos nossos modelos.

O setor segurador pode ambicionar ter uma capacidade de inovação superior ao que tem demonstrado?

Podemos sempre ambicionar a mais. Mas na minha opinião o setor segurador tem inovado, nomeadamente, ao disponibilizar novas ferramentas aos clientes, como a aplicação para preenchimento da declaração amigável de seguro automóvel, no lançamento de produtos para fazer face a novas necessidades, como, por exemplo o produto de responsabilidade civil ambiental, em aplicações para que os clientes possam saber que seguros possuem, entre outros.

A Liberty Seguros disponibiliza gratuitamente uma aplicação para iPhone. Como funciona e o que permite fazer esta aplicação?

Esta aplicação permite aos nossos clientes participarem sinistros de automóvel e lar. Estamos este ano a preparar o lançamento de mais aplicações móveis para clientes e parceiros.

Foi criada pelas seguradoras uma app que pode substituir a tradicional “Declaração Amigável” (DAAA). Que comodidades apresenta esta aplicação?

Esta aplicação, como já mencionei acima tem várias vantagens, entre elas, facilidade de preenchimento e poupança significativa de tempo.

O que podemos fazer com esta aplicação?

– Preenchimento automático dos dados da apólice (incluindo a apólice do terceiro)

– Preenchimento automático dos dados do Cliente, dado que a app permite guardar a informação do Tomador e das várias apólices (automóveis)

– Carregamento de fotos e geolocalização do local do sinistro

– Envio automático para a seguradora, dispensando deslocações ou envio de documentos em papel

Os desafios que se impõem ao setor implicam um novo horizonte para a indústria dos seguros?

Os desafios que o setor enfrentará, na minha opinião, são como simplificar a contratação de seguros adaptando cada vez mais os seguros às necessidades do cliente e como reforçar a venda especializada. Ao simplificar a contratação dos seguros de massa automóvel, por exemplo, permitindo ao consumidor a sua contratação fácil, será necessário, na minha opinião, um especialista (mediador) que aconselhe o consumidor quais os riscos que deve proteger. O seguro protege-nos dos riscos que corremos no dia-a-dia: na nossa habitação, se cairmos na rua e partirmos uma perna, se formos viajar e adoecermos, se tivermos um acidente no estrangeiro e quisermos regressar, aos nossos filhos, entre outos. Mas, nós consumidores, não nos lembramos/pensamos em todos estes acidentes que podem acontecer. Mas um especialista poder-nos-á aconselhar da melhor forma e qual a melhor proteção para nós para “protegermos os valores da nossa vida”.