A chamada dieta mediterrânica tem como base o consumo abundante de frutas e legumes, mas também de peixe e gorduras como o azeite. Foi durante muito tempo o tipo de alimentação mais comum entre os portugueses. Mas perto dos anos 1980 começou a ser trocada por outros hábitos menos benéficos para a saúde. Este afastamento – cimentado ao longo de vários anos – está a ter agora reflexo nas doenças oncológicas, concretamente no aumento de casos de cancro do cólon entre os portugueses.

Em Portugal há três registos oncológicos regionais: o do Norte, o do centro e o do Sul. O ROR-Sul cobre praticamente metade da população portuguesa, com um total de quase cinco milhões de habitantes, contando ainda com a Madeira. Entre esta população, em 2011 foram diagnosticados 2563 novos casos de tumores malignos do cólon e outros 1201 do recto. Foram registadas, no mesmo ano, 1335 mortes por cancro do cólon e 523 por cancro do recto. Apesar disso, os cancros da traqueia, brônquios e pulmão ainda são os que mais matam, com 1797 mortes. O cancro da mama, apesar de ser o mais comum, com 3420 novos doentes, surge apenas em quinto lugar na lista dos que mais matam.