Quem é Luísa Vasconcelos enquanto mulher e como profissional? O que a move?

Procuro estar alinhada com o meu próprio plano de vida, isso significa criar momentos memoráveis em todas as dimensões que considero importantes, como a carreira, as ligações pessoais autênticas ou as viagens, e a forma apaixonada como vivo o que faço. É um work in progress…
Dei um salto de fé quando abri a minha empresa, com todas as alegrias e fracassos que isso implicou. A minha profissão é uma extensão de mim, não gosto de injustiças, aprecio a competência e adoro todas as expressões de felicidade. Hemingway disse algo como que são as melhores pessoas com as maiores virtudes que geralmente são as mais vulneráveis.
Eu trabalho com “as melhores pessoas” garantindo que conseguem estar no melhor de si, no trabalho e na vida pessoal, sem que as suas vulnerabilidades, conscientes ou não, as atrapalhem no dia-a-dia.

Afirma que tanto como ferramenta pessoal como para trabalhar em coaching ou em gestão de talentos, conhecer-se e saber desbloquear o potencial interno pode ser a diferença entre ter uma vida de sucesso ou de total descontentamento. Em que consiste o coaching transformacional e a que se aplica?

A frase: todas as respostas estão dentro de nós, deve ser das mais repetidas nos últimos anos, mas como chegar a elas e mais ainda acreditar que essas respostas que estão dentro de nós são verdade? O coaching transformacional é uma metodologia que assenta no autoconhecimento e traduz-se em processos (como a metodologia da P2B) que transformam fraquezas em forças, quer sejam questões de autoconfiança, de merecimento, de comunicação, de liderança… o caminho é tão diverso quanto cada pessoa, a imagem do processo costumo dizer que é como se se aprendesse a ‘levitar sobre a vida’, em vez de estarmos tão absorvidos por tudo o que nos incomoda, aprendemos a identificar prioridades e estratégias que permitam ganhar clareza sobre o que realmente nos preenche e depois passar da teoria à prática dia a dia.

A Power2Blossom é uma consultora especializada em soluções de gestão de vida e de negócios. Transformam ideias em sucesso. Percebem de pessoas e dos seus talentos. Para contextualizar o nosso leitor, o que é a Power2Blossom e que soluções disponibiliza?

Somos uma consultora boutique de coaching, desenhamos planos de expansão empresarial, profissional e pessoal e acompanhamos os nossos clientes na execução desses planos, da ideia à celebração do sucesso. Os nossos serviços são personalizados cliente a cliente e os nossos formatos de treino ajustam-se aos objetivos pretendidos, podendo ocorrer em 1to1 ou grupo; em sala ou em contexto de imersão experiencial como os Retiros Corporativos que lançamos no final de 2016 nos Açores.

Luísa Vasconcelos é uma líder. O espírito de liderança é algo inato que nasce com a pessoa ou pode ser adquirida com o tempo?

Algumas pessoas têm determinados traços de personalidade, onde a liderança é um recurso orgânico; outras são líderes por reação, quando os desafios da vida obrigam a ativar e fortalecer esse recurso; há depois outras ainda que preferem ser conduzidas na e pela vida. Diria que há uma parte orgânica na liderança (natural) que pode depois ser amadurecida (com o treino, com a experiência e com o tempo), os líderes naturais passarão por esse processo de amadurecimento, os ‘não naturais’ apenas se e quando necessário.

É notável o aumento de lugares de chefia ocupados por mulheres. Estamos num bom caminho no que diz respeito à mudança de paradigma?

Quando esta passar a ser uma ‘não pergunta’, teremos chegado a um bom equilíbrio. Há maior comunicação e uma maior consciencialização para este tema, o que não significa que internamente e nos bastidores das organizações o caminho seja mais simples. Pela minha experiência, esta é e será sempre maioritariamente uma questão de pessoas e não tanto de género. Há uma tendência global de empowerment feminino, logo o assunto ganha dimensão e a mudança ocorre com mais eficácia. Há que continuar a trabalhar a visão do papel masculino e feminino na nossa sociedade e a forma como cada pessoa (mulher ou homem) pode contribuir para levar uma organização ao sucesso.