A Câmara Municipal de São Miguel tem demonstrado uma crescente preocupação no que diz respeito à proximidade e ligação entre a Administração Municipal e os cidadãos. Que importância assume o poder local e esta proximidade com os munícipes? 

O Poder Local é o órgão do poder mais próximo dos cidadãos e das comunidades. Por conseguinte, para garantir a boa governação, é importante que a edilidade tenha sempre o foco em construir um município virado para as pessoas e para a resolução dos seus problemas. Temos uma visão clara para garantir o desenvolvimento sustentável do município e qualidade de vida aos nossos munícipes. Nesta linha, no pilar da boa governação, temos o reforço institucional e a modernização administrativa, a parceria estratégica e a promoção da transparência e prestação de contas como iniciativas e projetos prioritários, dado que são recursos estratégicos para aumentar a credibilidade do município junto dos seus stakeholders, garantir serviços eficientes e com qualidade aos cidadãos, às empresas e investidores. Pretendemos garantir a mobilização dos recursos necessários para viabilizar os projetos de desenvolvimento local.

A Câmara de São Miguel inaugurou, no dia da mulher Cabo-verdiana, 27 de março,  o primeiro Balcão Único. De que se trata este Balcão Único? Que principais carências procuram colmatar com o Balcão Único, bem como com outras iniciativas? 

O Balcão Único da Câmara Municipal de São Miguel é a maior inovação ao nível dos serviços municipais conseguida em Cabo Verde até hoje. Num único espaço o cidadão, empresário ou investidor tem disponível todos os serviços públicos prestados pela Direção Nacional das Receitas do Estado (DNRE ou Finanças), Casa do Cidadão e os serviços municipais, num espaço moderno, com toda a comunidade e com um atendimento público com eficiência e qualidade. Antes não havia a prestação dos serviços da DNRE no município. Os munícipes deslocavam-se cerca de 26 quilómetros para pagar os seus impostos e acederem aos serviços da DNRE no município do Tarrafal. A casa do cidadão deslocava um posto móvel duas vezes por semana para disponibilizar os seus serviços aos utentes. Na câmara, os cidadãos, para acederem aos serviços da autarquia, teriam que se deslocar a vários departamentos para poderem aceder aos serviços. Com a implementação do Balcão Único, estas dores de cabeça desaparecerem, há menos burocracia e o cidadão ganha mais tempo para outros afazeres, o empresário perde menos tempo em resolver os seus problemas e tem mais tempo para produzir e criar riqueza. Este projeto foi conseguido graças a uma parceria entre a Câmara e o Governo de Cabo Verde. Trata-se de um ganho incomensurável para o município. Demos um passo gigante rumo ao desenvolvimento. 

Que prioridades ou objetivos tem, a curto prazo, para São Miguel? 

A curto prazo queremos garantir um município e uma cidade educadora. Queremos garantir a coesão territorial e social, acessibilidade seguras e a qualidade ambiental.

Para despertar o interesse no nosso leitor, o que poderia dizer para dar a conhecer São Miguel? 

São Miguel é um município jovem (com apenas 20 anos) e tem tudo para dar certo. Temos um território com 92 km2, mar, uma costa marítima lindíssima, florestas, vales e ribeiras com potencial para desenvolver o agroindústria, barragens, o interior e as montanhas fantásticas para desenvolver o turismo rural, ecológico e de montanha. Temos uma população jovem e uma cultura riquíssima com destaque para o aldeamento dos “Rabelados” onde se produz o artesanato. Temos algumas unidades hoteleiras, com destaque para a “vila morgana” restaurantes excelentes e é um dos municípios onde melhor se come na ilha de Santiago. Além disso, realço a nossa localização estratégica pois estamos no centro de Santiago Norte o que nos permite a centralização dos serviços regionais. Outro ponto de atratividade do município é o Parque Natural de Serra Malagueta. Produzimos aguardente com qualidade e ainda somos o maior produtor de aguardente da Ilha de Santiago, para não dizer do país.

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