FABRIMETAL marca presença na Feira Internacional de Benguela 2017

“Somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul”, afirma Luís Diogo, Diretor Comercial da Fabrimetal.

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Enquanto diretor comercial, que desafios destaca no percurso da Fabrimetal, desde a sua génese até aos dias de hoje, e que considera como fundamentais para que a organização tenha atingido o nível de referência que é hoje? 

Desde a minha chegada à Fabrimetal, foram muitos os desafios encontrados, todavia penso que posso considerar dois grandes e fundamentais; O primeiro passo para um reposicionamento no mercado, passando a dar maior enfoque no mercado profissional, formal, em detrimento do mercado informal. Esta alteração tornou-se fundamental e oportuna, ainda mais com o agravar da crise, pois a procura pela produção nacional aumentou significativamente e era necessário estar preparado para este mercado, pelo que foi necessário aumentar significativamente os investimentos na Qualidade, quer do processo produtivo quer no produto, seguido de um plano de reestruturação interna. O outro grande e fundamental desafio, foi a alteração da nossa imagem no mercado, a todos os níveis.

Que estratégias empresariais têm contribuído para uma consolidação no mercado? 

A consolidação da Fabrimetal no mercado, tem assentado essencialmente em três grandes estratégias, a saber: a aposta continua na qualidade do produto; a consistência nas políticas comerciais e o enfoque no cliente.

A carência de divisas teve que consequências para a empresa? Houve projetos que foram adiados?

Esta crise afetou toda e qualquer agente económico e nós não passamos ao lado disso.

Efetivamente, em 2016, pela incerteza associada a estes períodos crise, adiamos uma nova expansão, com aumento da capacidade produtiva e de produtos complementares ao Varão de Aço. Mas vamos avançar este ano.

Por outro lado, com esta crise também encontramos oportunidades, começamos a exportar em 2016, para solver as necessidades de pagamentos externos, pois o mercado nacional absorve a nossa produção, mas deu para perceber que existem outras oportunidades.

O papel da produção nacional tem sido fulcral para a diversificação económica de Angola? Porquê? 

Mais vale tarde que nunca! De facto, o país demorou tempo a dar a importância devida ao aumento da produção interna, nos setores primário e secundário, e nas políticas associadas em detrimento da dependência excessiva do petróleo. Por vezes as crises fazem bem…

Hoje a produção nacional tem maior relevância que algum dia teve na economia nacional, não tanto ainda pela contribuição que já dá para o orçamento anual do estado, mas sim pela potencial contribuição que pode vir a dar, caso a aposta se mantenha, associada a grande diversidades de recursos naturais que o país tem.  Produzindo localmente, as vantagens são transversais a toda a economia nacional, quer pela via do emprego que se gera quer pela contribuição que damos na redução das importações. Estes dois efeitos combinados são de uma relevância muito grande para qualquer economia.

A FIB (Feira Internacional de Benguela) tem tido um papel relevante enquanto rede de contactos, na oportunidade de criação de negócios e dinamizadora para o desenvolvimento de Benguela. Este ano, que perspetivas tem a Fabrimetal sobre a feira que já é o maior evento da região sul de Angola? 

A Fabrimetal vai mais uma vez marcar presença neste grande evento. Para nós, tal como referimos anteriormente, somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul.

Acima de tudo queremos transmitir que estamos cá e que podem contar connosco, assim como transmitir que a curto prazo iremos ter mais produtos para comercializar.

2017 Será que ano para a Fabrimetal? 

Para nós este ano, continuará a ser um ano de afirmação e consolidação no mercado nacional. Queremos fazer mais e melhor. Vamos decididamente avançar com uma nova expansão. Mais produtos e mais quantidade de produção.