Caracas e outras cidades do país continuam a ser palco de manifestações contra e a favor do governo de Maduro. O governo e oposição parecem viver em permanente confronto, mas esta nova onda de protestos começou já a 31 de março de 2016.

A Venezuela atravessa uma crise económica, política e social, com registo frequente de manifestações e distúrbios nas ruas e milhares de pessoas têm manifestado-se contra o governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que responsabilizou a oposição pela violência no país.

Os confrontos entre manifestantes e a polícia já provocaram pelo menos 27 mortos e centenas de detidos nas últimas três semanas, desde que a oposição a Maduro começou a mobilizar-se nas ruas exigindo a demissão do sucessor de Hugo Chávez e eleições presidenciais antecipadas. Esta quarta-feira, pelo menos um manifestante anti-governo morreu após ter sido atingido com uma lata de gás lacrimogéneo na cabeça.

A portuguesa que enfrentou um tanque durante protestos na Venezuela disse, em entrevista à RTP Madeira, que os cidadãos do país já não têm qualquer direito e garante que não existem quaisquer bens de primeira necessidade para consumo. Maria José Castro vive há mais de 40 anos na Venezuela e diz que foi o enorme amor que sente pelo país que a levou a enfrentar as autoridades venezuelanas.

O anúncio do executivo de Nicolás Maduro surgiu horas depois de uma maioria dos 35 Estados-membros da organização ter aprovado a convocatória de uma reunião dos seus ministros dos Negócios Estrangeiros para discutir a atual crise económica, política e social que a Venezuela está a atravessar. O governo venezuelano continua a acusar os Estados Unidos de estarem a tentar minar o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

“Vamos apresentar uma queixa à OEA e vamos dar início a um processo [de saída] que vai durar 24 meses”, anunciou Delcy Rodríguez, ministra venezuelana dos Negócios Estrangeiros, na televisão.

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