O MP afirmou que o ataque aconteceu no sábado, em Chacao, no leste de Caracas, e o jovem, Orlando José Figuera, encontra-se hospitalizado com ferimentos por arma branca, de primeiro e segundo grau e com queimaduras em 80% do corpo.

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O Governo venezuelano responsabilizou a oposição, indicando que a vítima foi agredida depois de alegadas acusações de ser “chavista” (simpatizante da revolução). Segundo a imprensa local, um grupo de manifestantes terá identificado o homem como um alegado ladrão.

O ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, atribuiu o ataque a uma “loucura crescente” e ao “fascismo inoculado”.

De momento, não há uma posição oficial da oposição sobre o caso.

Nas últimas semanas, têm sido divulgados vídeos, através das redes sociais, de agressões verbais e intimidação, de parte de opositores, contra familiares de membros do Governo venezuelano, tanto na Venezuela como no estrangeiro.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a um de maio pelo Presidente Nicolás Maduro.

De acordo com dados oficiais, pelo menos 48 pessoas já morreram desde o início da crise.