Competência, rigor e dedicação, garantem ser as palavras que as descrevem. São as três advogadas de sucesso, com um empenho visível e gosto enorme pelo que fazem.

Um conceito com base no cliente

Paula Mano começa por explicar o conceito da sociedade, que não é comum: “a atenção e acompanhamento que vamos dando ao cliente vem de uma política de grande proximidade. Tentamos fazer a diferença desde a fase de contratação, não acredito em currículos, não me dizem rigorosamente nada. Para ser um bom advogado tem de se apresentar bons resultados. Temos uma taxa de sucesso muito elevada e por isso temos conquistado clientes durante estes anos todos, conseguimos mesmo exceder as nossas melhores expectativas. Temos muito mais do que pensávamos algum dia ter. Aqui não podemos perder processos, temos que os ganhar”.

Esclarecem que por uma questão de rigor e de êxito, as áreas dos profissionais estão divididas por especialidades e que é desta forma que se garantem os bons resultados.

O início

Paula Mano teve um percurso marcado por dedicação a “tempo inteiro” e antes de constituir a sociedade esteve noutra sociedade onde era uma das seis sócias. “Aquela era uma sociedade com alguma dimensão. Em 2010, percebi que já tinha capacidade para caminhar sozinha e, juntamente com o meu pai, abri esta sociedade, convidei pessoas com quem tinha trabalhado a fazerem parte deste projeto, nas quais acreditava e ainda acredito muito”.

Entraram como sócias Ana Dias Ferreira e Cátia Silva Pereira. Outras pessoas também se destacaram, segundo a fundadora, e aponta Carlos Silvares e Daniel Varão Pinto como exemplos.

Com uma equipa moldada à sua imagem, Paula Mano diz sentir-se segura das suas escolhas.

Cátia Silva Pereira, conta como foi aceitar o desafio de se tornar sócia de uma sociedade com apenas 29 anos: ”aceitar este desafio foi acima de tudo perceber o voto de confiança que a Dra. Paula me deu. Esta é uma luta diária, através do trabalho tenho de provar que esse voto de confiança foi merecido. Isso vê-se no dia-a-dia, ao mantermos um nível de qualidade a que estão habituados os nossos clientes e também conseguir que eles nos tragam mais clientes. É um prazer enorme trabalhar com a Dra. Paula e com a Dra. Ana, são umas sócias à altura mas sobretudo são ótimas colegas e amigas, por isso acho que o projeto está muito bem encaminhado.

Ana Dias Ferreira, quando trabalhava no anterior escritório ambicionava crescer mais… “trabalhava em conjunto com a Dra. Paula e quando recebi o convite para a sociedade não hesitei. Por aquilo que conhecia dela sabia à partida que seria uma ótima aposta por isso abracei este projeto sem pensar. Tentamos ser um pouco diferentes daquilo que se conhece de outros escritórios e tem resultado lindamente. Queremos continuar a ser cada vez mais eficientes”.

Refletem sobre o ano em que a sociedade ganhou corpo, 2010, e recordam que foi numa época em que a crise económico-social era grave.

“Quando dizemos que os objetivos alcançados superaram as nossas expectativas é referente ao projeto e à situação económica do país. Em 2010, altura em que foi fundada a sociedade, vivia-se uma época de grande crise e isso refletiu-se também em escritórios de advogados. Aqui conseguimos remar contra todas as probabilidades que a crise apresentava e ultrapassámos os objetivos”, explica Cátia Silva Pereira.

“Nunca sentimos a crise. Trabalhamos muito numa advocacia preventiva e vamos acompanhando os nossos clientes sempre com o máximo rigor e companheirismo”, esclarece Paula Mano.

A proximidade e a confiança dos clientes

Da sociedade fazem parte clientes que não celebram negócios sem os conselhos das advogadas. Atuam com um caráter preventivo – sempre que possível – e garantem que essa é uma das razões também pelas quais ultrapassaram os objetivos iniciais.

O escritório é par em género mas este foi apenas um acaso uma vez que, segundo a sócia-fundadora, Paula Mano, “as características pessoais são o que realmente importam”, e acredita que “qualquer pessoa pode chegar até a um lugar de liderança independentemente do género. Apesar de sabermos que há determinados cargos que são ocupados maioritariamente por homens, na advocacia não tenho essa perceção porque aquilo que nos faz crescer é a competência”.

Conciliar uma vida familiar com uma carreira

Paula Mano revela que o seu objetivo nunca foi outro além do sucesso enquanto profissional e garante que caso não tivesse optado desde sempre pela carreira jamais teria construído uma sociedade sólida. Prescindiu de férias durante anos: “na faculdade enquanto as minhas colegas sonhavam em casar e ter filhos eu sonhava construir uma sociedade de advogados. Dediquei-me muito a esta profissão, nada me foi dado de bandeja. Quando ainda não tinha a sociedade aproveitava os períodos em que os meus colegas iam de férias para atender os clientes e ganhar mais dinheiro, mas além do dinheiro ganhava experiência em outras áreas. Não me arrependo de nada, mas tenho consciência de que tive uma vida fora do comum. Tenho a certeza que não se chega a um patamar de alto nível sem muito esforço”.

Cátia Silva Pereira revê-se em parte no percurso de Paula Mano: “também nada me foi dado de mão beijada, mas tive sempre o apoio da Dra. Paula. O curso não foi fácil, embora tenha sido uma realização pessoal, e em termos de patrono tive um estágio muito completo, era trabalho puro.

Em termos de vida pessoal, para a advogada é um pouco diferente do que é para um advogado. Casei cedo, fui mãe cedo e é preciso fazer muitos sacrifícios familiares, mas tudo se consegue se tivermos um bom apoio. Para além de ter tido apoio no trabalho também tenho um excelente apoio familiar. Por isso acho que consigo conciliar as duas coisas, com sacrifício, mas vale a pena. E mais importante, tenho criado o meu filho com a imagem de uma mãe que trabalha e isso é positivo. Conclui afirmando que a mulher “é muito mais lutadora, mais dedicada e penso que isso a faz sobressair muitas das vezes. No direito, existem áreas nas quais as mulheres preferem falar com advogadas e não com advogados”.

Ana Dias Ferreira concorda que “embora a sociedade tenha evoluído, a mulher continua a assumir grande parte das tarefas domésticas” e que isso pode ser um entrave à concretização plena da carreira em alguns casos.

Um escritório sempre disponível

O escritório trabalha doze meses do ano porque, de acordo com as sócias, os clientes podem precisar dos seus serviços em qualquer altura.

Aquilo que nunca vai mudar

“As características de cada uma construíram esta sociedade. O objetivo é comum, a forma de atendimento ao cliente e de trabalhar é muito idêntica e é assim que iremos perdurar”, afirma Paula Mano.

“Temos muito sucesso pela forma como trabalhamos nos «bastidores», em harmonia e num ambiente de cumplicidade, isso é extremamente importante”, revela Cátia Silva Pereira.

“Não abdicamos da nossa política de proximidade com os clientes”, conclui Ana Dias Ferreira.