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Conselho da Europa apela à libertação imediata de ativistas na Turquia

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Conselho da Europa apela à libertação imediata de ativistas na Turquia

“Apelo às autoridades turcas para libertarem imediatamente as pessoas detidas na quinta-feira e exorto-as firmemente a acabar com qualquer forma de ingerência arbitrária no trabalho legítimo da sociedade civil”, declarou o comissário, Nils Muiznieks, citado num comunicado.

Entre os detidos estão Idil Eser, diretora da Amnistia Internacional Turquia, e Özlem Dalkiran, da “Assembleia dos Cidadãos”, bem como dois formadores, um sueco e um alemão.

Muiznieks afirmou-se “extremamente preocupado” com a prisão destes oito defensores dos direitos humanos, muito conhecidos.

Também a Amnistia Internacional condenou veementemente as detenções.

O comissário referiu que Eser e Dalkiran “trouxeram preciosas contribuições” ao seu gabinete e acrescentou ter sido informado que a sua detenção foi prorrogada “por sete dias”.

Detidos durante uma sessão de formação, estas pessoas deverão ser interrogadas por “participação em organização terrorista armada”, indicou na quinta-feira Andrew Gardner, investigador especializado na Turquia.

A expressão “organização terrorista” é a forma mais frequente como as autoridades turcas se referem aos apoiantes do Fethullah Gülen, acusado de planear o fracassado golpe de Estado de julho de 2016, ou aos separatistas curdos do PKK.

“O recurso a procedimentos criminais contra os defensores dos direitos humanos (…) é infelizmente um fenómeno cada vez mais frequente na Turquia”, lamentou Muiznieks.

“Este último incidente agrava as minhas preocupações neste campo”, sublinhou o comissário.

Estas detenções ocorrem menos de um mês após a prisão do presidente da Amnistia na Tuquia, Taner Kiliç, com base em alegadas ligações ao golpe de Estado falhado do verão passado, acusações que a organização não-governamental afirma serem “absolutamente sem fundamento”.

Na ocasião, Muiznieks também reclamou a libertação do responsável da ONG na Turquia e apelou à Turquia para que “regresse ao Estado de direito”.