A Pet’s Best nasce como uma área de negócio dentro do universo empresarial do grupo Soja de Portugal no ano 2000. Tal fica a dever-se à estratégia do grupo de alargar a sua oferta no mercado nacional de nutrição animal, também ao Pet Food, uma vez que já estava presente nas restantes áreas.

Em 2006 e tendo em consideração os canais de comercialização que já se tinham assegurado, numa estratégia de crescimento e de criação de valor dentro do próprio grupo e junto dos clientes, foi construída uma unidade fabril própria, a partir da qual toda a sua gama de produtos passou a ser produzida. “A forma de contrariar o elevado volume de importações neste segmento era começar a fazer em Portugal Pet food seco em unidades próprias, acrescentado valor nacional àquilo que era uma necessidade”, começa por referir António Isidoro, CEO da empresa.

Em 2013, com o crescimento do mercado e o sucesso das vendas da Pet´s Best, surge uma segunda unidade fabril própria de produção de alimentos para animais de companhia dentro do grupo. Desde o ano 2000, data do arranque da Pet´s Best, houve uma mudança da sociedade na forma como se enquadram os animais de companhia. “passaram de animais de estimação, a animais de companhia e hoje em dia já são mesmo considerados membros da família, com esta alteração é natural que se coloquem novos desafios, aos quais a Pet’s Best tem respondido”, explica o nosso entrevistado. 

Qualidade e rigor 

O Grupo Soja de Portugal nasceu em 1943 e desde essa altura esteve sempre ligado à nutrição humana e animal. “A experiência do Grupo na nutrição humana deu-nos know-how para produzir alimentação animal com a mesma qualidade e rigor”, afirma António Isidoro.

De salientar que as duas unidades da Pet´s Best estão certificadas com a norma IFS Food, uma norma de elevado padrão de qualidade e segurança alimentar.

A verdade é que está a assistir-se a uma crescente humanização, quer a nível de cuidados de saúde veterinário, a nível de nutrição animal e a nível da legislação. A recente lei que protege os animais de maus tratos veio dar um enfoque à mudança de mentalidade e um alerta de consciencialização. A indústria da nutrição animal tem, obviamente, de acompanhar esta mudança de paradigma. “hoje em dia o que se faz é uma oferta nutricional e não sacos de pet food. Há uma aposta crescente na investigação e inovação, as nossas unidades de nutrição animal estão certificadas com a NP 4457”, salienta António Isidoro. A norma NP 4457 tem por objetivo definir os requisitos de um sistema eficaz de Gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI). 

Foco nas necessidades dos animais de estimação

Com uma equipa comercial a trabalhar a nível Ibérico, a Pet´s Best já trabalha mercados internacionais, além de Espanha, exemplo disso são a Grécia, Bulgária e Angola, mercados para onde a Pet´s Best já exporta há alguns anos.

O objetivo é ir mais longe e alcançar mais mercados, mas sem nunca perder o foco na criação de valor acrescentado, na diferenciação e na inovação do produto que produzimos e comercializamos. Isto implica estar constantemente atento e a par da evolução das necessidades dos animais deste segmento de mercado. “Só para se ter noção, a necessidade dos cães e gatos difere consoante a zona geográfica, o que exige que tenhamos conhecimento para fazer estes ajustamentos de acordo com o mercado para onde produzimos”. Para tal, a área de nutrição animal da Soja de Portugal tem um departamento técnico constituído por sete pessoas, “onde se enquadra a Carolina Figueiredo, médica veterinária que acompanha a 100% a área de Pet Food. A sua função, além de desenvolver soluções nutricionais, passa por acompanhar através de congressos, eventos e feiras internacionais, as tendências globais, de forma a avaliar e ajustar a nossa oferta nos diferentes mercados”, conclui António Isidoro.

Para Carolina Figueiredo, Médica Veterinária, Portugal está num bom caminho e a conseguir acompanhar as melhores práticas e as necessidades do mercado. “É importante esta aposta da empresa em acompanhar os mercados internacionais para perceber o que de melhor se faz pelo mundo, quais são os principais ingredientes utilizados, tendências dos mercados e quais as preocupações dos consumidores, fatores que vamos ter em conta na formulação dos nossos alimentos”, afirma Carolina Figueiredo.

A lei veio ajudar a sociedade no sentido de a consciencializar para o problema. “Hoje, os animais de estimação são vistos como elementos da família e a partir do momento em que a legislação deu mais importância à proteção dos animais nota-se que há mais preocupação com os cuidados de saúde e de alimentação dos animais de companhia”, salienta a nossa interlocutora.

Carolina Figueiredo procura, constantemente, atualizar o seu conhecimento sobre os ingredientes que vão constituir o alimento animal. “Essa é, sem dúvida, uma preocupação constante. Todos os componentes são essenciais na constituição dos alimentos para se adequar a cada animal. Temos de ter noção que, tal como nós, os animais são diferentes e têm necessidades diferentes. Quando compramos comida para um cão ou para um gato temos de ter a noção de que esta tem de se adequar ao animal”, alerta a nossa entrevistada.

Nesse sentido, as embalagens da Pet’s Best, por exemplo, para além de serem práticas, fornecem todas informações necessárias que a pessoa deve ter em conta, bem como todos os ingredientes e nutrientes que compõem o alimento e a função de cada um deles. A Pet´s Best tem apostado, por isso mesmo, e com o suporte da tecnologia e da inovação, no estudo minucioso do perfil dos cães e dos gatos e que necessidades cada um deles tem.

Existe uma clara tendência para alimentar os animais de estimação com os chamados “restos de comida”. Alguns donos consideram que os animais preferem e que não lhes fará mal nenhum. é verdade?

Carolina Figueiredo (CF) – É de todo incorreto. Em termos nutricionais não há um equilíbrio. A título de exemplo, a comida que cozinhamos para nós acaba por fornecer um maior aporte de certos minerais para o animal, devido ao sal que colocamos. Isto, a longo prazo, acarreta problemas de saúde e de bem-estar para o animal. A melhor opção é confiar num alimento comercial que é formulado por pessoas que têm o cuidado de investigar e de perceber as necessidades do animal, e que desenham um produto adequado, completo e equilibrado.

Os animais de estimação hoje são mais do que isso. São vistos como membro de família que acabam por partilhar espaços da casa como um ser humano (sofá, cama, cozinha). Pode ser perigoso coabitar com os animais de estimação?

(CF) – tudo deve ter conta, peso e medida. Devemos desfrutar da nossa relação com os animais que é bastante saudável. Mesmo para crianças este convívio acabará por trazer benesses, ao estimular o seu sistema imunitário podendo ajudar na prevenção da ocorrência de certas alergias, por exemplo. Relacionarmo-nos com os animais de estimação é bom para nós, para a nossa sensação de bem-estar. Claro que cada pessoa deve ter cuidados de higiene e locais devidamente apropriados para acolher animais de estimação.