“As oito mortes que foram registadas são consequência de descargas elétricas”, explicou Paulo Tomás, adiantando que os óbitos aconteceram nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Segundo os dados do INGC, mais de 119 casas, cinco igrejas e sete mesquitas foram destruídas nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, com os ventos e as chuvas fortes a atingir 21.045 pessoas no norte e centro do país.

“Já estamos posicionados em locais estratégicos para assistir as populações”, garantiu Paulo Tomás, apelando, no entanto, para que as populações abandonem as zonas de risco.

Para fazer face ao atual período chuvoso em Moçambique, o INGC precisa de mil milhões de meticais (mais de 14 milhões de euros).

O alerta laranja serve para intensificar as ações de monitorização e prontidão.

As autoridades moçambicanas preveem para a época de chuvas 2016/2016 três cenários distribuídos pelo território moçambicano, nomeadamente chuva, ventos fortes e seca.

Na província de Sofala, cerca de 25 mil pessoas estão isoladas nos distritos de Nhamatanda e Gorongosa, no centro de Moçambique, devido às inundações causadas pelas chuvas que caem desde domingo na região.

Entre outubro e abril, Moçambique é atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas, paradoxalmente, o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas.