Inovações portuguesas podem alterar o mercado energético

A Aliança Portuguesa de Blockchain anuncia que o REN Energy Challenge já encontrou as soluções qualificadas para a próxima fase do desafio de inovação de Blockchain.

455

A utilização de energias renováveis tem tido um crescimento elevado nos últimos anos. No entanto, este crescimento tem-se centralizado em centros produtores como parques eólicos, barragens hidroelétricas e, residualmente, em parques com painéis solares.

Através da utilização da tecnologia Blockchain e de smart contracts o desafio promovido pela REN passa pela criação de uma plataforma para a negociação da compra e venda de energia onde os micro e/ou mini-produtores possam ter uma fonte de rendimento adicional e os consumidores a opção de escolher o fornecedor mais barato.

Entre as propostas que passaram à próxima fase incluem-se soluções para uma plataforma de negociação da compra e venda de energia e pequenas redes que permitem um mercado aberto peer-to-peer entre residentes da mesma cidade ou área de residência,

“Ficou patente que os estudantes e empresários portugueses estão desde cedo a apostar em Blockchain e a desenvolver soluções que, sem esta tecnologia, seriam impossíveis de fazer”, explica Rui Serapicos da Aliança Portuguesa de Blockchain. “O desafio lançado pela REN abre portas para algo que nunca foi visto em Portugal, a compra e venda de energia diretamente aos micro e mini-produtores. Em breve, de acordo com as soluções apresentadas pelas equipas proponentes, isto poderá ser uma realidade no nosso país”.

Sobre Blockchain

O Blockchain é uma maneira notavelmente transparente e descentralizada de registar listas de transações. A forma como as transações baseadas em Blockchain criam registos públicos rápidos, baratos e seguros, que podem ser usados para muitas tarefas de cariz financeiro e não-financeiro, como o voto eletrónico ou provar a existência de um documento num dado momento. 

O Blockchain é particularmente adequado para situações em que é necessário conhecer e rastrear um registo de propriedade de um determinado ativo. Também pode ajudar a resolver o problema da pirataria de ativos digitais, ao mesmo tempo que os medias digitais podem legitimar, vender, herdar e entregar livros em segunda mão, vinil, entre outros. Este paradigma emergente também apresenta oportunidades em todos os tipos de serviços públicos, como pagamentos de saúde e bem-estar.

Sobre a Aliança Portuguesa de Blockchain

A Aliança Portuguesa de Blockchain (all2bc.com), promovida pela CIONET Portugal, tem como principal objetivo o desenvolvimento de um ecossistema que reúne empresas, academia e entidades governamentais portuguesas de forma a dotar o sistema empresarial de conhecimentos sólidos sobre Blockchain.

Esta Aliança pretende que todos os intervenientes da economia portuguesa estejam o mais bem preparados possível para a revolução que esta tecnologia implicará em grande parte dos setores económicos. Em paralelo, a Aliança tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de soluções baseadas em Blockchain de origem nacional.

Entre as entidades envolvidas nesta Aliança estão a Abreu Advogados, AICEP, AMA, Associação Portuguesa de Seguradores, BCSD Portugal, Católica Lisbon School of Business & Economics, CIONET, EMEL, Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Fidelidade, IAPMEI, IBM, ISEG – Lisbon School of Economics & Management, Israeli Blockchain Association, IP Telecom, Nordic Blockchain Association, PME Investimentos, Porto Business School, REN, Universidade Lusófona e Vodafone.