Tragédia na Grécia: número de mortos subiu para 60

Um novo balanço, provisório, revela que voltou a subir o número de vítimas mortais provocadas pelos fogos que lavram na Grécia. Segundo informações avançadas por um autarca grego, são já 60 os mortos e mais de 170 os feridos. A braços com intensos incêndios e ondas de calor estão também a Suécia, Reino Unido, Canadá e o Japão.

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© Reuters

Se por cá, o verão tem sido ameno para o habitual e, felizmente, os incêndios têm dado tréguas, o mesmo não se poderá dizer da Grécia. Os fogos que lavram no país já causaram pelo menos 60 mortos e 172 feridos, de acordo com um novo balanço.

Até ao momento registam-se 60 mortos, mas muitas pessoas continuam dadas como desaparecidas. Os bombeiros estão a tentar procurar as pessoas nas casas das zonas que foram atingidas pelas chamas. Neste momento há 172 feridos, 60 dos quais são crianças. A maior parte dos feridos está internada em vários hospitais. É possível que o balanço de vítimas mortais venha a aumentar“, disse à Lusa Eva Webster da AMNA, em Atenas.

Todas as vítimas, registadas até agora, foram encontradas entre o porto de Rafina, a cerca de 30 quilómetros de Atenas, e Nea Makri, cerca de dez quilómetros mais a Norte.

As vítimas encontravam-se em casa ou nos seus carros. Outras pessoas tentaram fugir do fogo atirando-se ao mar, mas acabaram por morrer afogados.

Um porta-voz da Cruz Vermelha disse à rede de televisão pública ERT que, depois de terem sido encontrados 24 corpos, os bombeiros descobriram hoje um outro grupo de 26 pessoas, já sem vida, num campo localizado na pequena cidade de Mati.

De acordo com os bombeiros, ainda existem três incêndios em curso na região de Ática, mas também grandes frentes noutras regiões do país, particularmente na área de Corinto, no Peloponeso, bem como na ilha de Creta.

As operações de combate aos incêndios prosseguiram durante a noite, mas foram prejudicadas por fortes ventos.

Depois de as autoridades terem declarado o estado de emergência e solicitado ajuda internacional, o porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakopoulos, anunciou que os aviões de combate aos incêndios chegarão hoje de Espanha, bem como voluntários do Chipre.

Segundo o autarca de Rafina, Evánguelos Burnús, pelo menos 500 casas e 200 veículos foram danificados em maior ou menor grau pelas chamas. Num comunicado enviado à televisão ERT, Burnus referiu que continua a ser realizada a operação de resgate por mar realizada na segunda-feira e que os navios da Guarda Costeira estão a transportar muitos moradores de Rafina para outras áreas seguras.

“Estamos a enfrentar uma situação extrema, muito difícil” devido à violência e versatilidade dos ventos, que aumentaram ao longo do dia, revelava ontem a noite à estação televisiva Ert o responsável pelos bombeiros da região de Atenas, Achille Tzouvaras. “Haverá danos, mas agora temos que evitar vítimas”, indicou Tzouvaras, acrescentando que as ordens de evacuação emitidas pelas autoridades locais não estavam a ser obedecidas.

O incêndio, que começou no fim da manhã, numa floresta no Monte Gerania, perto da zona de Kineta, rapidamente se propagou por centenas de quilómetros, aproximando-se do mar. Mais de 130 bombeiros, assistidos por cinco aviões e dois helicópteros, foram mobilizados, mas a intervenção aérea foi impedida por ação dos ventos.

A vaga de calor também privou o acesso dos turistas à Acrópole de Atenas, que foi encerrada durante três horas, uma vez que, segundo a lei grega, os locais públicos podem ser fechados caso as temperaturas ascendam aos 36 graus.

LUSA