desabamento da ponte Morandi, em Génova, provocou a morte de 38 pessoas, de acordo com o último balanço provisório. Um número que Itália receia que possa aumentar ao longo das próximas horas e dos próximos dias porque há pessoas que continuam desaparecidas. “Entre 10 a 20 pessoas”, disse o procurador de Génova, Francesco Cozzi, na manhã desta quinta-feira, avança o La Repubblica.

A procuradoria de Génova está nesta altura a ver as imagens das câmaras de videovigilância da ponte para ter uma ideia mais precisa de quantos veículos circulavam na estrutura no momento em que colapsou.

Francesco Cozzi afirmou ainda que também não quer ouvir falar em “limites de despesa” na investigação à queda da ponte, face à “dimensão desta tragédia”.

Neste momento a procuradoria de Génova está a analisar de que tipo de crime se poderá tratar. Depois de numa primeira instância, ter sido avaliada a possibilidade de avançar com uma acusação de múltiplo homicídio negligente, Cozzi admitiu estar a considerar avançar com uma acusação de homicídio com dolo. Isto, embora tenha acrescentado que esta ainda é uma fase “prematura”, pois isso “significaria enquadrar de uma certa forma as possíveis causas e hipotecar algo que ainda tem de se descobrir”.

“Infelizmente, o número de mortos vai aumentar, é inevitável”

O Governo de Itália admitiu, entretanto, que será “inevitável” que o número de mortos na sequência da queda de uma ponte na terça-feira em Génova aumente à medida que os trabalhos de resgate prosseguem no terreno.

O balanço mais recente das autoridades italianas dá conta de 38 mortos (número revisto em baixa de 399 e 16 feridos, dos quais 12 estão em estado grave.

“Infelizmente, o número vai aumentar, é inevitável”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, em declarações à comunicação social, numa altura em que as equipas de resgate continuam à procura de vítimas nos escombros da ponte Morandi.

Nas mesmas declarações à imprensa, Matteo Salvini recusou avançar com um número concreto de pessoas que ainda permanecem desaparecidas, alegando que isso seria uma “suposição”.

As autoridades italianas estão a planear um funeral de Estado para todas as vítimas mortais, cerimónia que irá decorrer no sábado naquela cidade portuária no noroeste de Itália. Nesse mesmo dia será cumprido um dia de luto nacional.

O serviço religioso será realizado num pavilhão e será presidido pelo arcebispo de Génova, cardeal Angelo Bagnasco.

Recorde-se que na terça-feira, cerca das 12h00 locais, um troço de cerca de 100 metros da ponte Morandi ruiu, fazendo com que dezenas de veículos caíssem de uma altura de 90 metros.