O teste inicial partiu de algumas vantagens associadas à natureza que já haviam sido comprovadas e que os autores do referido estudo usaram como ponto de partida: passar tempo na natureza, ao ar livre e com a luz do sol, ajuda a baixar a pressão arterial e reduz as hormonas do stress, diz a Time. Quando ao sono, o ambiente natural e fora da cidade garante melhorias a nível do relógio biológico, ou seja, o nosso circadiano, que é algo natural mas que o ser humano tende a contrariar.

O ciclo (ou ritmo) circadiano é o período biológico de 24 horas durante as quais o corpo humano atua conforme as suas necessidades básicas de comer, dormir ou estar ativo. Tal ciclo regula-se pela luz solar, por isso é que é mais difícil para a maioria dormir de dia, durante o qual as hormonas produzidas pelo ser humano não são as que favorecem o sono e o descanso.

São as rotinas pouco saudáveis de pouco sono, comer a horas trocadas, trabalhar por turnos ou mesmo uso de aparelhos tecnológicos a ‘más horas’ que desregula o normal ciclo circadiano.

Para o comprovar e compreender melhor, uma amostra foi levada a acampar durante um período em que viveu sem aparelhos eletrónicos e apenas com a luz solar. De forma a comparar o estado anterior e posterior à experiência, foram medidos os níveis de melatonina – hormona responsável por acordar ou não o organismo.

Daqui se concluiu que, em média, o relógio interno da população em estudo estava atrasada em duas horas face ao meio ambiente, um atraso visto como negativo que pode levar a problemas de saúde como humor, excesso de peso ou mesmo problemas de sono, como insonias.

Após uma semana a acampar na natureza, o relógio interno de cada indivíduo pertencente à análise melhorou o que levou à segunda fase do estudo agora apresentada: como é que o mesmo ambiente afeta o corpo no inverno?

Porque a luz solar era menor neste caso, aos aparelhos que mediam o sono da amostra acrescentou-se um aparelho medidor da quantidade de luz a que eram expostos antes e durante o período de acampamento.

Antes do acampamento de inverno, o ciclo circadiano da amostra estava atrasado em relação ao meio ambiente em duas horas e 36 minutos. Também desta vez, a calibração do ciclo circadiano foi evidente, não tendo sido encontrada uma justificação para o porquê de um maior atraso no ciclo no inverno, os investigadores referem apenas que o ser humano é bastante sensível às mudanças de estação.

Ainda, uma terceira fase da investigação foi testada, desta vez, para perceber se os efeitos na natureza eram sentidos mesmo em períodos de acampamento mais curto. A conclusão permitiu verificar que sim, apenas um fim de semana chega para que o sono melhore, quando o ser humano é exposto em ambiente de acampamento, livre de aparelhos tecnológicos e apenas com luz solar.