Poluição no rio Sousa foi provocada por ETAR em Penafiel

Uma investigação da GNR concluiu que os peixes mortos e as manchas de poluição detetados recentemente no rio Sousa, em Paredes, tiveram como causa uma avaria na estação de tratamento de Paço de Sousa, informou hoje fonte autárquica.

219
© Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

Segundo um comunicado da Câmara de Paredes enviado à Lusa, a situação foi apurada pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR de Penafiel, na sequência da poluição detetada no dia 23, pela Junta de Freguesia de Parada de Todeia.

A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Paço de Sousa, no vizinho concelho de Penafiel, é um dos mais recentes equipamentos do género na região do Vale do Sousa, tratando efluentes dos concelhos de Penafiel, Paredes e Lousada.

Aquela ETAR é gerida pela “Simdouro”, uma sociedade de capitais públicos responsável pela gestão do sistema multimunicipal de saneamento de Arouca, Baião, Castelo de Paiva, Cinfães, Paredes, Vila Nova de Gaia e uma parte de Penafiel (bacia do rio Sousa).

Face às situações de descargas poluentes no rio Sousa (afluente do Douro), a Câmara de Paredes avançou com um plano de vigilância que está a ser articulado as juntas de freguesia de Paredes, Cête, Aguiar de Sousa, Parada de Todeia, Recarei e Sobreira.

A medida tem como objetivo “denunciar de imediato” às autoridades os focos de poluição no rio Sousa.

Segundo o comunicado, o plano vai ser alargado ao rio Ferreira (afluente do Sousa) e aos demais cursos de água no concelho.

LUSA