Mercado imobiliário está mais “exigente” e requer mais “responsabilidade”

A Guiberço é uma imobiliária que nasceu há 11 anos na cidade de Guimarães. A Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Jorge Cunha, Sócio-Gerente, sobre as novas tendências de um setor que mudou imenso: o imobiliário.

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A Guiberço está no mercado há 11 anos e foi uma das primeiras a licenciar-se como intermediária de crédito vinculado agora pelo Banco de Portugal. Como é que se alcança um estatuto de confiança deste tipo?

O projeto iniciado há 11 anos atrás foi delineado com o objetivo de trazermos para o mercado imobiliário rigor e confiança, não sermos mais uma imobiliária mas sim pautarmos pela diferença das demais e isso foi conseguido com o empenho e dedicação de todos os colaboradores da Guiberço Lda.

Atendendo às constantes alterações legislativas, e estando nós sempre atentos às mesmas, sempre que necessário fazemos de forma atempada e pensada, as respetivas alterações e deveres legais para desta forma mostrar que merecemos a confiança de todos.

Não nos limitamos a intermediar o negócio, fazemos questão de acompanhar os nossos clientes nas resoluções de todas as questões burocráticas, tanto daqueles que compram como daqueles que vendem, efetuando um acompanhamento muito próximo das necessidades deles.

Assim conseguimos a confiança e criamos uma identidade que nos leva a sermos escolhidos como parceiros de negócios, por vários intervenientes imobiliário tais como banca, fundos imobiliários, promotores, entre outros.

Várias cidades do país têm sofrido um “boom” no setor imobiliário, Guimarães é uma delas, em que a procura é muita. Existe oferta suficiente?

O mercado é muito volátil e nesta altura existe um défice de construção no concelho de Guimarães. Como referido a procura é muita e temos demonstrado a construtores e investidores parceiros que a altura de alavancar o negócio imobiliário é esta.

Hoje, como se costuma dizer, “já se vêem gruas ao alto”, e isso é um sinal que os investidores sentem que existe a necessidade de criação de produto imobiliário que o mercado consegue escoar.

Pensamos que com a criação destes novos empreendimentos imobiliários, a oferta imobiliária será mais equilibrada com a procura, no entanto, ainda existe uma grande lacuna no mercado de arrendamento, que pode e deve ser aproveitada por novos projetos e entrada de novos players.

Pretendem promover o dinamismo empresarial não só em Guimarães mas também pelo resto do Norte do país. Estrategicamente de que forma pensam fazê-lo?

Temos conseguido entrar em mercados das zonas próximas da nossa área geográfica não só pelo nosso trabalho de procura de negócio, mas também pela criação de entendimentos com outras imobiliárias parceiras para o negócio.

Hoje em dia, o mercado imobiliário não é o mesmo daquele que iniciamos a nossa caminhada. Tudo é muito mais exigente, temos mais responsabilidade no negócio, que para o consumidor final é uma segurança.

Mas a nossa estratégia passa por continuar o grande volume de negócio no concelho de Guimarães, aumentando cada vez mais o número de transações fora do nosso concelho, isto fruto das novas tecnologias que temos ao nosso dispor, sendo uma das grandes apostas da Guiberço, fazendo com que o espaço físico ‘’LOJA’’ , seja cada vez menos necessário para a realização do negócio.

Lisboa e Porto fazem já parte de um mercado imobiliário chamado global. Poderá Guimarães passar pelo mesmo?

No nosso ponto de vista Guimarães ainda não comporta o negócio global pela falta de oferta do mercado.

No entanto, estão a ser dados passos para que em breve isso seja possível.

Fruto do aumento significativo de turismo, e aposta do município em grandes eventos europeus tais como Capital Europeia da Cultura, Cidade Europeia do Desporto e este ano o objetivo será Guimarães mais Verde. Para além disto temos um centro histórico classificado como Património Mundial da Unesco.

Tudo isto faz com que seja criado uma marca, uma forma de vender qualidade de vida, que é isto que o mercado global procura.

Fala-se muito em especulação no imobiliário… o que distingue um especulador de um investidor?

A linha que separa um especulador de um investidor é muito ténue, confunde-se muito a especulação com investimento, num entendimento muito simples um investidor carateriza-se por procurar um retorno satisfatório do investimento, enquanto um especulador tenta influenciar o mercado.

Estão no mercado há 11 anos, esta tem sido uma década de…?

Crescimento – ao longo destes 11 anos temos vindo a cimentar uma posição de relevo no mercado imobiliário, somos procurados por inspirarmos confiança, pelo conhecimento e pela agilidade na resolução das situações.