Todos querem o melhor e mais seguro para o seu bebé. Mas tal não significa necessariamente aderir sempre às opções mais caras. Pelo contrário, na Finlândia, desde 1930 que todas as mulheres grávidas recebem uma caixa de cartão que se completa com vários produtos para o bebé, e foi especialmente criada a pensar no conforto e segurança do bebé.

Mais recentemente, também nos Estados Unidos começaram a ser distribuídas de forma gratuita tais caixas, como forma de garantir o bem estar dos recém nascidos de todo o país, através da providência dos essenciais básicos aos primeiros momentos de vida. Contudo, esta alternativa ao berço não é vista como uma boa opção por parte de todos.

Diz o The British Medical Journal que faltam provas que permitam apontar as caixas de cartão como melhores que os tradicionais berços. Como aspetos negativos, são enumerados aspetos como o facto de o material ser bem mais inflamável e o acesso ser bastante fácil a outras crianças ou mesmo animais de estimação, principalmente se a caixa estiver no chão, o que aumenta a probabilidade de contágio por poeiras e outro tipo de sujidade. Mais: por ser um material menos resistente, aponta-se a falta de durabilidade que garanta a sua segurança, principalmente se a caixa se molhar ou acumular demasiada sujidade. Ainda, se for colocada sobre algum patamar, para evitar a proximidade com o chão, não há segurança de que a caixa não caia, diz a referida publicação especializada que aponta assim o berço como melhor opção, pois as barras permite que os pais supervisionem o bebé com maior facilidade.

Tal argumentação é usada contra a que aconselha o uso de caixas de cartão como forma de evitar a Síndrome de morte súbita infantil (SIDS, sigla inglesa), termo que se refere a mortes inexplicadas em crianças com menos de um ano de idade e que vários especialistas consideram que uma alternativa ao berço possa ajudar a diminuir os casos de SIDS.