“Eu decido porque sei o que é melhor”. Respondam a algumas questões, por favor.

“Eu é que sei o que é melhor”. (i) Quantas vezes não pensamos, dizemos ou ouvimos esta frase?

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Hoje, num mundo em que a informação se tornou acessível, as pessoas estão mais (nem sempre melhor) informadas, o que lhes dá a segurança de tomarem decisões que consideram ser as mais acertadas.

O processo de Decisão pode ser tão simples como assumir uma posição e comunicá-la. (ii) Contudo, quantas horas se passam, em média, em torno de uma decisão que tem que ser tomada?

Interessante será analisar todo o processo que leva a uma Decisão. E, neste contexto, as diferenças podem ser enormes e dependem de quem as toma.

Tratando-se de uma decisão tomada por uma pessoa, a exposição é maior. É da sua exclusiva responsabilidade e assumirá todos os resultados que dessa decisão resultarem. A diferenciação surge depois, quando o decisor assumir os resultados como seus, ao se revelar serem nefastos para a organização. (iii) Quem não se confrontou já com esta situação? E sobre este tema teríamos outra narrativa.

Quanto às decisões tomadas por um colectivo, leia-se um grupo de pessoas que foram chamadas a fazer parte do processo, com excepção dos sufrágios, sempre se destaca alguém que acaba por conduzir a discussão de acordo com as suas convicções. (iv) Em boa verdade, quantas decisões foram tomadas por “unanimidade” e, após a reunião, as pessoas comentam que não estão a tomar a decisão certa, mas não querem “criar problemas”?

Então, pergunta-se, (v) por que motivo se convoca um colégio para tomar decisões que já estão tomadas à partida?

Num contexto organizacional onde se misturam gerações (é verdade, voltamos a ver contratações de pessoas mais experientes), o produto final resulta da conjugação do conhecimento e experiência, conseguindo antecipar cenários, com o pensamento disruptivo de quem está de novo nestes processos, questionando metodologias instaladas.

Esse produto só pode resultar em decisões que vão ao encontro dos objectivos estratégicos da organização, mas baseadas no saber de quem sabe ler os contextos, enriquecidas com um modus faciendi, que permite construir organizações mais ricas, onde o prazer de “fazer parte” se sobrepõe às tomadas de decisão, só porque sim.

A dinâmica das organizações depende da dinâmica dos processos de Decisão. O grande desafio é assegurar que as Decisões que se tomam são as mais acertadas, que o Risco inerente está calculado e os planos de contingência bem definidos.

Aqueles que souberem evoluir para processos ágeis e dinâmicos, contudo com um elevado grau de certeza, irão distinguir-se nos mercados, cada vez mais exigentes e fiéis aos seus princípios e a quem os advoga. Os clientes mudam porque lhes são propostas melhores soluções, serviços ou produtos.