A Anticimex assume-se no mercado como “The modern pest control company”. Fale-nos um pouco mais sobre este lema e sobre a estratégia que a Anticimex tem vindo a assumir no mercado.

A Anticimex tem operações em 18 países, contando com mais de 5.500 colaboradores e todos nos orgulhamos daquela que é a nossa promessa de marca. Desde a sua criação, na Suécia, há mais de 80 anos que a Anticimex tem vindo a desenvolver novas metodologias na área do controlo de pragas, tendo nos últimos anos um foco muito especial em tecnologias digitais e IoT. Em 2017, o grupo Anticimex deu um passo muito importante na consolidação da sua promessa de marca, através da aquisição da WiseCon, uma empresa dinamarquesa que desenvolve e produz sistemas de captura e monitorização digitais de roedores. Temos hoje instalados em todo o mundo, mais de 80.000 dispositivos SMART, sendo que o conceito está agora a ser desenvolvido para outros tipos de pragas, fortalecendo assim a nossa liderança mundial na área da inovação para o controlo de pragas. Todos estes equipamentos são desenvolvidos no nosso Centro de Inovação, na Dinamarca, cuja responsabilidade passa pelo desenvolvimento de ofertas digitais numa ampla gama de aplicações no controlo de pragas para os nossos mercados.

Em Portugal temos já vários clientes que estão a utilizar estes novos equipamentos SMART, nomeadamente nas áreas Alimentar, Industrial e Retalho em que o controlo de pragas de roedores é feito através de sistemas remotos e onde a cada captura ou deteção, sejam eles acima ou abaixo do solo, somos imediatamente informados através de e-mail ou SMS.

Através da prevenção, novas tecnologias e soluções sustentáveis, a Anticimex tem procurado ir ao encontro das necessidades das pessoas, das empresas e do ambiente. Este pode ser considerado o maior desafio do setor, inovar com soluções sustentáveis?

Sim, sem dúvida, argumentos muito fortes como as mudanças climatéricas, acentuadas por um aumento da procura de soluções mais sustentáveis e não-tóxicas, resultado das novas leis e regulamentos europeus, juntamente com sociedades mais focadas na sustentabilidade em geral, faz-nos acreditar que o futuro do controlo preventivo de pragas é digital. Contrariamente ao que se tem vindo a verificar em outros países, nomeadamente da Europa, Portugal ainda tem muito trabalho pela frente uma vez que a própria legislação, quase inexistente, não permite que o controlo de pragas passe a ser visto como uma área importante na manutenção da saúde pública. Por outro lado, com os avanços tecnológicos que se têm vindo a verificar nas outras áreas dos Facilities, o controlo de pragas não tem porque ficar para trás e terá também de se adaptar a essas novas tecnologias digitais.

O Grupo Anticimex anunciou recentemente a aquisição das operações das empresas Pestkil e da MM Desinfecções, as quais prestam um alargado leque de serviços no controlo preventivo de pragas. O que representam estas aquisições para o grupo?

Concluímos em março a aquisição da Pestkil, tornando-nos assim na empresa líder de mercado nos Açores, onde prestamos serviços para um leque bastante alargado de clientes em todas as ilhas do arquipélago. Agora mais recentemente, no passado mês de outubro concluímos com sucesso a nossa quarta aquisição do último ano e meio, com a aquisição das operações da MM, que é sem dúvida uma das empresas de referência no nosso mercado, nomeadamente, na zona norte do país. É uma empresa com uma enorme capacidade técnica que nos permitirá desenvolver o nosso negócio de forma sustentada, servindo de plataforma para o nosso crescimento no norte de Portugal.

Esta aquisição faz parte da estratégia da Anticimex Portugal em se tornar líder no controlo preventivo de pragas em Portugal. Podemos afirmar que está no caminho certo?

Claramente. Em 2015 quando demos início a este plano estratégico a Anticimex tinha menos de 5% de cota de mercado e hoje passados três anos, deveremos fechar 2018 com cerca quase 15%. Portanto, o balanço é extremamente positivo, sendo que toda esta transformação só foi e continuará a ser possível devido a todo o empenho e profissionalismo dos mais de cem colaboradores da Anticimex Portugal.

Sendo assim, qual será o próximo passo da empresa?

O principal passo é continuarmos a trabalhar como até aqui para garantirmos que os nossos clientes continuam a receber um serviço de qualidade, cada vez mais digital e ambientalmente amigável. A nossa estratégia passa claramente por continuar a apostar no crescimento por aquisições e esse continuará a ser uma das áreas de foco nos próximos anos para que alcancemos o nosso principal objetivo de nos tornarmo-nos líderes no controlo preventivo de pragas.