Vivemos numa era de transformações rápidas ditadas pelo crescimento da população mundial e pela vertiginosa evolução tecnológica. Neste contexto várias indústrias e empresas desaparecem, prosperando aqueles que melhor se adaptam; e a capacidade de adaptação é precisamente uma das principais virtudes que caracterizam o plástico.

O plástico tem acompanhado a humanidade desde tempos imemoriais (em 1600 a.C. povos indígenas sul americanos já usavam polímeros orgânicos), mas foi a partir do século XIX que o plástico de natureza artificial viu a luz do dia. Desde então, especialmente após a II Guerra Mundial, que este material super adaptável ganhou mais presença em todo tipo de setores e atividades.

Observa-se que a produção de plástico tem acompanhado os grandes momentos de crescimento económico mundial. Segundo a organização PlasticsEurope em 2016 foram produzidas 335 milhões de toneladas de plástico. Várias previsões apontam que este número mais que quintuplique até 2050, especialmente no continente asiático.

O plástico tem dando conforto às nossas vidas e sustentando o desenvolvimento económico à escala global, mas não tem sido apenas pela via económica que o plástico se notabilizou. A vertente ambiental do plástico, recorrentemente esquecida e constantemente atacada, tem sido também um critério fundamental nos processos de seleção para a escolha de qual o material mais sustentável a usar em diversas aplicações. A campanha “10 Verdades sobre os Plásticos”, lançada pela APIP – Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos e outras Associações europeias, ilustra alguns dos méritos de natureza ecológica do plástico:

O ecodesign e a inovação nas embalagens de plástico permitem-nos consumir os alimentos com maior segurança, conforto e em melhores condições. Além disso, contribuem na redução do desperdício alimentar – a comida dura mais tempo conservando toda a sua qualidade.

Cerca de 60% dos produtos feitos com plásticos duram entre cinco a 50 anos, ou até mais, como acontece com certas aplicações para a construção. Graças à durabilidade dos plásticos podemos poupar muitos recursos. Por exemplo, os isolamentos plásticos de uma moradia poupam 250 vezes mais energia do que aquela que se usou para fabricá-los.

Os plásticos desempenham uma pequena parte no consumo das reservas de petróleo. Apenas 4% a 6% do consumo europeu de petróleo e gás é destinado ao fabrico de plásticos.

Os plásticos permitem uma drástica redução das emissões de CO2. Em média, um automóvel tem 15% de componentes plásticos, permitindo poupar 750 litros de combustível em 150 mil quilómetros. Num avião verifica-se uma poupança de 20% de combustível, devido à redução do peso de alguns dos seus componentes fabricados em plástico.

A substituição do plástico por materiais alternativos tem de ser cuidadosamente analisada caso a caso. São raras as circunstâncias em que uma alternativa ao plástico é menos custosa e tem menos pegada ambiental. Por assim ser, o plástico continua a ser o material por excelência nos setores das embalagens, construção, automóvel, saúde, entre outros. Neste sentido, podemos afirmar com segurança que a indústria do plástico continuará a ser uma indústria cimeira no futuro desenvolvimento dos países, mesmo que por vezes um tipo de debate público desinformado e demagógico coloque em causa o seu papel.

O futuro da indústria do plástico está já a ser construído na base da economia circular, onde a reciclagem e a reutilização são palavras de ordem. Os players da indústria em Portugal querem ser parte da solução no combate aos resíduos de plástico, que são deixados ao abandono por comportamentos negligentes e irresponsáveis. É aqui que surge a APIP, que tem como uma das suas missões desmistificar, informar e formar a sociedade – não só sobre os méritos económicos e ambientais do plástico, mas também sobre a importância de saber dar um fim de vida correto aos plásticos, impedindo que acabem nos nossos oceanos.