Sabemos “estar” no mundo da internet?

A transformação digital é uma inevitabilidade para as empresas que acarreta mudanças radicais a processos de negócio em todas as partes da cadeia de valor. Quais são os maiores perigos que podem surgir para as empresas quando a proteção de dados, em termos informáticos, é negligenciada? Daniel Ferreira, CEO da PFC – Projetos, Formação e Consultoria –, responde-nos a esta e outras questões.

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Com apenas três anos de existência e em fase franca de crescimento e desenvolvimento, a PFC possuí já a visibilidade e a credibilidade no mercado, resultado do número de projetos que têm chegado às suas mãos, no âmbito da gestão de serviço, BPM e segurança de sistemas de informação. Com um know-how interno especializado e diversificado, estas são as três áreas de enforque da PFC que tem visto o reconhecimento por parte dos clientes e o valor acrescentado pelos serviços, recursos e estratégias que disponibiliza no que ao desenvolvimento de projetos diz respeito, acréscimo de  valor e otimização de toda a cadeia incluindo os processos de gestão..

“Desenvolvemos e trabalhamos com e para o cliente um conjunto alargado de soluções inovadoras e otimizações de processos existentes através de um acompanhamento próximo e personalizado durante todo o processo, o que acaba por criar uma relação de confiança e de lealdade mutua. De salientar que a nossa colaboração não termina quando o projeto está finalizado. Fazemos, igualmente, um acompanhamento posterior dando respostas e apoio a eventuais necessidades que possam surgir”, começa por explicar Daniel Ferreira.

Trabalhando tanto com o setor privado como com o setor público, a PFC disponibiliza um conjunto de soluções e serviços adaptados, fruto da diversidade da equipa e do seu know-how. “Quando criámos a empresa houve a necessidade de pensar sobre como a PFC iria surgir, como iria estar estruturada e organizada, e como é que se iria apresentar ao mercado. Analisámos e verificámos que uma das principais oportunidades seria uma resposta global com a inclusão de uma abordagem nestas três áreas mais específicas”, acrescenta o nosso entrevistado.

Daniel Ferreira diz-nos, ainda, que a PFC atua sempre segundo os normativos e as referências existentes no mercado: na componente de gestão de serviço guiam-se pelas normas ISO, como a ISO/IEC 20 000, o Cobit e ITIL desde o desenvolvimento da estratégia até à entrega do serviço; no BPM orientam-se pelas melhores práticas do mercado, criando processos mais fluídos e reduzindo ao máximo o desperdício ao longo do processo e da cadeia de valor com a utilização de plataformas de Low-Code e No-Code; na segurança de sistemas de informação estabelecem parcerias com que complementam e asseguram os serviços prestados pela PFC. “Enquanto consultores definimos toda uma estratégia de componente de segurança de sistemas de informação que necessita de ser implementada. Este é o nosso core e não pretendemos desfocar-nos desta estratégia simultânea de B2B (Business to business) e B2C (Business to consumer), pois o cliente dos nossos clientes é o principal consumidor final da boa prestação dos nossos serviços”, afirma Daniel Ferreira.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E A SEGURANÇA INFORMÁTICA

A PFC tem progredido no sentido de criar uma marca de referência especializada em Gestão de Serviço, Projetos, Formação com um enfoque especial para a Consultoria de serviços IT. E que verdadeiros desafios se colocam atualmente às empresas de IT em Portugal?

Para o nosso entrevistado, os desafios passam muito por conseguir e garantir a solidez dos recursos humanos. “Sendo esta uma área em constante desenvolvimento queremos captar recursos humanos com novas ideias e abordagens disruptivas para assim simultaneamente crescermos de forma sustentável e proporcionarmos ao mercado uma oferta mais abrangente, em termos de know-how, nas áreas em que trabalhamos”, diz-nos Daniel Ferreira para quem o capital humano é, sem dúvida, o ponto fulcral das organizações.

“Embora, atualmente se fale muito em transformação digital, não podemos esquecer que na base dessa transformação existe a componente humana. A transformação digital existe para criar valor para o cliente final e para a empresa, mas é necessário que as empresas disponham de recursos e capital humano habilitado e capacitado para conseguirem acompanhar essa transformação”, elucida-nos Daniel Ferreira.

Explica, ainda, que a transformação digital passa, primeiramente, por uma mudança de paradigma e de cultura dentro das organizações. “Não se pode pensar em transformação digital sem se pensar numa transformação humana, o que nos conduz a uma gestão da mudança que as organizações se obrigam a fazer para conseguirem chegar a referida transformação digital. É necessária uma reorganização interna, com equipas multidisciplinares e ainda mais ágeis e dinâmicas que consigam e otimizem essa capacidade de resposta”, refere o nosso entrevistado.

Aqui, destaca ainda a importância da formação dos recursos humanos e da sensibilização e pedagogia para este processo. “A ferocidade do mercado, a escassez de tempo, a inovação tecnológica e a quantidade de dados recolhidos e manuseados através de sistemas como IoT, Big-Data, Al e ML, obrigam a uma preparação estruturada para a transformação digital”, adianta o nosso entrevistado que refere também o facto de não podermos, inclusive, separar a questão da transformação digital das questões de segurança informática.

“A quantidade de dados que hoje em dia estão armazenados e são manuseados nas organizações requerem uma segurança redobrada não só por parte de quem utiliza estes novos sistemas, mas também por parte de quem fornece os serviços”, diz-nos, ainda.

Para Daniel Ferreira, um dos fatores mais críticos relacionados com a cibersegurança está relacionado com a componente humana. “Por mais formação, capacitação ou sensibilização que exista, há um conjunto de regras que os colaboradores das empresas têm de ser detentores e pôr em prática de forma a garantir que a segurança dos dados por si utilizados no exercício das suas funções é devidamente assegurada e assegura per si todas as normas, incluindo o “novo RGPD”, concluí Daniel Ferreira.