Bruxelas e Londres continuam a não se entenderem quanto a acordo para o Brexit, com a data limite para um acordo a aproximar-se a passos largos. A 29 de março do próximo ano, o Reino Unido deveria deixar o bloco europeu mas a divergência quanto à fronteira irlandesa continua a prolongar o impasse.

Boris Johnson, que se demitiu do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros em julho, voltou a carregar nas críticas à primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Depois do seu irmão, Jo Johnson, ter anunciado a sua demissão de ministro dos Transportes, na passada sexta-feira e ter pedido um segundo referendo para o Brexit, Boris Johnson aproveitou a ‘boleia’ para escrever um artigo no Telegraph no qual afirma que May “está à beira da rendição total” a Bruxelas.

O antigo responsável pela diplomacia britânica considera o plano de Theresa May “é uma receita para uma contenda continuada”.

“Estamos à beira de comprometer-nos com algo ainda pior do que a nossa atual posição constitucional. Estes são termos que poderiam ser impostos a uma colónia”, escreve Boris Johnson, que apela a um motim dos seus antigos colegas de gabinete face ao plano da primeira-ministra para o Brexit.

A Sky News antecipa uma semana complicada no número 10 de Downing Street com a possibilidade de mais demissões no governo britânico.

Em declarações à BBC Radio, Justine Greening, ex-ministra da Educação do governo de May prevê que a proposta para o Brexit da líder britânica seja rejeitada no parlamento. “É o pior de todos os mundos”, realçou Justine Greening. A antiga responsável pela pasta da Educação também pede um novo referendo.