Entre 19 e 23 de novembro, a campanha envolve 32 agências reguladoras de medicamentos da União Europeia, América Latina, Australásia e Médio Oriente. O objetivo dos reguladores será aumentar o número de relatórios de suspeitas de efeitos adversos em grávidas e crianças, e durante a amamentação.

Apesar dos medicamentos serem eficazes e seguros, os efeitos adversos podem aparecer após a sua administração. É importante que os riscos associados a todos os medicamentos sejam compreendidos e comunicados aos profissionais de saúde e seus pacientes.

Os efeitos adversos podem variar desde uma dor de cabeça ou estômago, a sintomas semelhantes aos da gripe, ou apenas “sentir-se um pouco…”. Reportar efeitos adversos, ajuda os reguladores a monitorizar os medicamentos que se encontram no mercado e, se necessário, tomar medidas apropriadas para evitar complicações.

As agências reguladoras de medicamentos, como o Infarmed, contam com a notificação de suspeitas de efeitos adversos, de forma a garantir que os medicamentos que se encontram no mercado mantém uma relação positiva entre segurança e eficácia. Infelizmente, todos os sistemas de relatórios sofrem de subnotificação – daí a importância desta campanha, para consciencializar e ajudar a fortalecer o sistema.

A campanha é promovida pelo Centro de Monitorização de Uppsala (Suécia), o Gabinete da Organização Mundial de Saúde para a Monitorização Internacional de Medicamentos, que desenvolveu as animações de campanha.

Várias organizações, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos, a Comissão Europeia e organizações de doentes como a EURORDIS, uma aliança não governamental de Associações de pessoas com doenças raras, em 70 países, também prometeram o seu apoio.