A Sage, líder de mercado em soluções de gestão empresarial na Cloud, analisou o papel dos CFO (Diretores Financeiros) no setor da indústria. Numa economia cada vez mais global e competitiva, o cenário das cadeias de distribuição é muito mais complexo e os CFO devem assumir uma visão muito mais ampla da empresa, dirigindo o negócio não apenas aos próprios benefícios económicos, mas também à eficiência e ao futuro.

Tendo em conta este contexto, a Sage destaca os cincos aspetos fundamentais que um CFO deve ter em conta para desenvolver bem o seu trabalho num ambiente em mudança, digital e globalizado no qual evoluem atualmente as empresas:

1.O impacto da globalização

A globalização trouxe diversas vantagens aos fabricantes, desde o acesso a novos mercados até à capacidade de procura dos melhores recursos a nível global. Os acordos de comércio livre, por exemplo, permitem às empresas de diferentes países estabelecerem acordos lucrativos entre si sem a intervenção dos governos. Contudo, também se colocam alguns desafios em relação às normas de informação financeira.

Existem processos reconhecidos universalmente, como as Normas Internacionais de Informação Financeira e as Normas Internacionais de Auditoria, mas não são obrigatórias para todos os países, especialmente nos Estados Unidos. Como consequência, os CFO e as suas equipas enfrentam o desafio de compreender não apenas as regulações dos seus países, mas de todos os países em que têm negócios. Poder-se-ia afirmar que trabalhar com associados nos diferentes mercados que conheçam a regulação pode ajudar a minimizar muitos riscos.

  1. Recondução dos investimentos

É fácil distrair-se com projetos que agreguem pouco valor ao processo de fabrico e ao resultado final, mas o conhecimento e o pragmatismo do CFO podem implicar uma proteção eficaz contra isto. Os CFO podem utilizar o seu conhecimento das despesas operacionais para guiar os investimentos de forma favorável e assegurar também que os fabricantes priorizem as oportunidades que oferecem benefícios a curto e a longo prazo.

  1. Integração de processos de melhoria

Os CFO também têm de contribuir bastante na melhoria dos processos da indústria, já que podem ajudar a eliminar intermediários em todo o processo, assim como reduzir custos e melhorar o retorno de investimento.

  1. O verdadeiro valor da mudança digital

A digitalização permite aos CFO estabelecerem melhor as suas prioridades de acordo com a quantidade de trabalho e colocar ênfase nos aspetos mais importantes. Além disso, todos os departamentos podem partilhar a informação ao mesmo tempo, de forma direta e sem intermediários. Por fim, este processo permitirá aos CFO equilibrar CAPEX com OPEX, e ao mesmo tempo garantir que qualquer sistema de aquisições seja o mais adequado para a empresa, tanto a curto como a longo prazo.

  1. Automatizar ou não automatizar

A automatização não é nada de novo no mundo da indústria. Embora a ideia das fábricas autónomas possa ser atrativa para os Diretores Executivos, a realidade é que os sistemas de Inteligência Artificial e os robôs ainda necessitam de muita supervisão e de manutenção humana. Equilibrar a poupança de custos e os aumentos em termos de produtividade implica um desafio ético, já que pode conduzir a uma tendência de substituição de humanos por robôs. Encontrar o equilíbrio será a tarefa do CFO e do departamento financeiro, identificando prioridades e envolvendo-se para se converter no agente da mudança, conduzindo o negócio para a rentabilidade, eficiência e o futuro.

“A automatização pode ser vista como uma ameaça para os colaboradores do mundo da indústria, mas os CFO devem ter consciência do seu potencial na altura de aumentar o trabalho das pessoas ao invés de substituí-lo. A indústria de produção está em constante evolução e a pressão do CFO vai aumentar ao longo dos anos. A mudança como oportunidade irá proporcionar uma vantagem competitiva, já que o CFO deverá ser proativo e fazer avançar o negócio para os desafios do futuro”, conclui Josep María Raventós, Country Manager da Sage.