O cliente é o elemento central da NOSSA Seguros

Seguradora competente, dinâmica, financeiramente sólida e socialmente responsável. Falamos da NOSSA Seguros, uma marca que está presente no mercado angolano e que tem crescido ano após ano. A Revista Pontos de Vista esteve à conversa com Alexandre Carreira, Administrador Executivo da NOSSA Seguros, que nos deu a conhecer alguns dos desafios de futuro daquela que é uma das quatro maiores seguradoras do mercado angolano e que, até 2020, pretende subir ao pódio dos players de maior dimensão.

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A NOSSA Seguros (Nova Sociedade de Seguros de Angola, S.A) faz parte das seguradoras pioneiras a iniciar negócios em Angola, após a independência do país. Que principais obstáculos enfrentaram nessa altura?

A NOSSA Seguros começou a operar em 2005. Contudo, desde o ano de 1978 até 2001, Angola teve apenas uma companhia de seguros. A NOSSA encontrou dificuldades para se afirmar porque começou a operar num ambiente dominado por duas companhias de seguros. Uma, que por via dos largos anos de poder monopolístico, ainda preservava uma quota de mercado muito elevada e, outra que, por via das regras do setor petrolífero, dominava o negócio dos seguros das empresas petrolíferas. O mercado, para além de ser concentrado, era pequeno, a cultura dos seguros era incipiente e eram escassos os colaboradores com conhecimento profundos sobre os seguros.

A NOSSA Seguros, atenta às diversas necessidades, atua nos segmentos Vida e Não Vida, tanto para empresas como para particulares. Hoje, de que forma a marca se assume no mercado? Qual é a sua estratégia?

Para além da nossa atuação nos segmentos Vida e Não-vida, gerimos fundos de pensões. A NOSSA assume-se como uma seguradora competente, dinâmica, financeiramente sólida e socialmente responsável. A NOSSA Seguros está entre as quatro maiores seguradoras do mercado angolano, mas ambiciona estar entre as três maiores até ao ano de 2020.

O plano estratégico da NOSSA tem como drivers tornar o cliente no elemento central da organização; disponibilizar produtos e serviços ajustados às necessidades dos clientes; otimizar o modelo de presença, reforçar as zonas de maior potencial, bem como tornar o bancassurance numa das alavancas de crescimento e rentabilidade.

Com uma ampla estrutura a expandir-se por todo o território nacional, a NOSSA Seguros, tem trilhado a sua trajetória marcada por um sólido crescimento e pleno sucesso. Que fatores têm contribuído para a solidez e diferenciação da empresa?

Apesar da difícil conjuntura económica e do facto de operarmos num mercado relativamente pequeno e altamente concorrencial (existem 27 companhias licenciadas e a taxa de penetração é inferior a 1%), a NOSSA tem-se destacado pela sua estratégia virada para o negócio, pela sua solidez financeira e alta rentabilidade. A companhia apresenta uma boa diversificação do seu negócio Não-Vida e tem uma abordagem conservadora relativamente aos riscos, quer eles sejam de seguros, financeiros ou operacionais. Temos feito um grande esforço no sentido de formar os nossos colaboradores e desenvolver os nossos processos, sistemas e estrutura organizacional. A responsabilidade social é também um elemento importante da nossa forma de estar.

Que desafios enfrenta, atualmente, o setor das seguradoras no país?

O setor enfrenta desafios de várias ordens. A título de exemplo, é necessário atualizar a regulação do setor, de forma a adotar-se as melhores práticas internacionais, nomeadamente sobre o reporte financeiro, o modelo de governance, a gestão de riscos, o controlo interno e os canais de distribuição. O compliance relativamente à regulamentação do setor ainda é deficiente. Também é relevante ressaltar o tema da escassez de recursos cambiais e estabilidade cambial tendo em conta a necessidade de se fazer pagamentos aos resseguradores e prestadores de serviço baseados noutros países. Destaco ainda a ausência de benefícios fiscais para os seguros do ramo vida e fundos de pensões. Por fim, mencionar a necessidade de se elevar o nível de literacia financeira e cultura de seguros da população, bem como a necessidade de se aumentar o nível das qualificações dos colaboradores do setor.

Através da rede de agências do Banco BAI, presente em Portugal, que ligação a NOSSA Seguros pretende estabelecer com o mercado português?

A NOSSA tem um acordo com o BAI S.A. para a venda de seguros, apenas nos balcões do banco BAI em Angola. Temos, no entanto, excelentes relações com os corretores de seguros baseados em Portugal que são excelentes veículos de acesso ao tecido empresarial português com interesses em Angola.

A Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considera que “um dos grandes desafios” da organização é “aproximar-se dos cidadãos”, propondo (…) a promoção da cooperação económica e empresarial. Faz parte da estratégia da NOSSA Seguros apostar, diretamente, na internacionalização, beneficiando desta cooperação económica entre os membros da CPLP?

O nosso plano estratégico não prevê a internacionalização da nossa atividade seguradora. No entanto, consideramo-nos uma empresa perfeitamente integrada no espaço CPLP, por via da interligação da nossa cadeia de valor com fornecedores das áreas de tecnologia de informação, serviços de cobrança e de gestão de sinistros, para além das relações comerciais que desenvolvemos com empresas de corretagem e dos colaboradores expatriados que possuímos.