“O sucesso do projeto TECLA deve-se à equipa que trabalha, diariamente, para alcançarmos os altos padrões de excelência que ambicionamos”

A evolução de qualquer instituição ou empresa perpetua-se através da dinâmica e do valor do seu capital humano e que promove uma dinâmica inovadora, credível e de excelência que permite que uma determinada marca assuma uma posição de relevo e destaque em qualquer setor de mercado.

214

Não é fácil chegar a este patamar de excelência, mas é, naturalmente, possível, sendo que para isso é sempre fundamental conjugar à excelência da marca, uma equipa que «reme para o mesmo lado», que é como quem diz, «vista a camisola» e saiba dar uma direção rumo ao êxito. Assim, fomos conhecer a TECLA, e conversámos com Pedro Pereira de Carvalho, Chairman da instituição, e que, num discurso incisivo e categórico, nos deu a conhecer um pouco mais de uma marca que tem crescido e evoluído, não apenas por si, mas também pelos outros, porque escolher a TECLA é selecionar “qualidade e inovação e isso vê-se pela capacidade e excelência da nossa equipa presente em todas as delegações que tem sido essencial para alcançarmos este nível de sucesso”, assevera o nosso interlocutor.

Num ano em que comemora seis décadas de atividade, a marca TECLA que nasceu em 1958, foi conhecendo, ao longo destes 60 anos, um vasto conjunto de alterações e mudanças. E, se essas modificações foram positivas, é importante salientar que as mesmas não colocaram em causa a história passada, “porque isso fez de nós o que somos”, afirma Pedro Pereira de Carvalho. A diferença é que hoje a TECLA é uma instituição moderna, inovadora e dinâmica e deixou de estar associada aos tradicionais cursos de datilografia e secretariado. Contudo “estas áreas foram de extrema importância na medida em que estiveram na génese da marca TECLA”, salienta o nosso entrevistado, lembrando que a formação profissional ainda representa a grande percentagem entre as diferentes áreas de negócio onde a TECLA atua, mas “hoje trabalhamos outras áreas, outros grupos e destinatários, fruto da complementaridade e alargamento a outras vertentes de negócio, que também são essenciais para o crescimento da marca”.

O aumento da quota de mercado da TECLA tem sido evidente nesse campo, incrementado pelas ofertas diversificadas e na capacidade de integração em outros segmentos de negócio. Mas não é apenas aí que se nota esta evolução, pois se num passado muito recente, a capacidade de expansão se restringia à capital portuguesa, Lisboa, hoje podemos encontrar a TECLA em diversos pontos do país, com diversas delegações dispersas pelo território nacional. Assim, a TECLA pode ser encontrada fisicamente em Vila Nova de Gaia, Lisboa, Portimão, Castro Verde, Lourinhã e nos arquipélagos da Madeira, mais concretamente no Funchal, e nos Açores, na ilha de São Miguel, em Ponta Delgada.

Esta é, portanto, e para já, a cobertura realizada pela TECLA, que tem também uma vertente internacional, embora se deva salientar que os projetos que aí desenvolve passam, na sua maioria, pelo desenvolvimento de projetos de consultoria organizacional.

A TECLA e a era da tecnologia

Quanta à dinâmica dos destinatários, a TECLA desenvolve cursos de aprendizagem em parceria com o IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, ofertas essas que permitem uma dupla certificação, ou seja, o formando “passa a ser detentor de uma certificação escolar e profissional, nas mais diversas áreas como são exemplos, as saídas na área de Eletrotecnia no Algarve ou, de Multimédia e Comercial, no Norte”, explica o nosso interlocutor.

Um dos problemas a que se assistia num passado ainda bastante recente assentava nas ofertas formativas que inúmeras vezes não iam ao encontro do que o mercado de trabalho necessitava ou exigia. A TECLA tem precisamente essa preocupação, ou seja, procura responder às necessidades das suas delegações e, por conseguinte, das comunidades onde está inserida, tal como explica Pedro Pereira de Carvalho. Mais concretamente nos casos dos cursos de aprendizagem “aquando da abertura de candidaturas à bolsa de entidades formadoras externas, são definidas prioridades pelo IEFP e, posteriormente, a entidade formadora é convidada a desenvolver as ações de acordo com as necessidades”, salienta o nosso entrevistado, assegurando que é inevitável que hoje haja um grande enfoque no domínio da inovação. “Hoje vivemos na era da tecnologia e a TECLA tem essa consciência e conhecimento e, nestes últimos sete anos, vem respondendo a essas necessidades do mercado nesse domínio, inovando, tendo especial atenção com as diferentes plataformas que usa para comunicar com os seus clientes, através do seu renovado site que estará on-line em breve, bem como as diferentes redes sociais em que está presente, isto porque não podíamos ficar alheios a esse crescimento”.

As empresas e a valorização do capital humano

Um dos principais obstáculos a que temos assistido nos últimos anos ao nível da formação profissional, passa pela escassez de diálogo entre o universo empresarial e as entidades formadoras. A TECLA tem consciência disso mesmo e, por isso, tem realizado uma dinâmica distinta privilegiando e promovendo sempre o diálogo com as empresas. “No caso das aprendizagens, em que temos uma componente de formação prática em contexto de trabalho, naturalmente, as empresas e instituições parceiras que recebem os formandos, são fundamentais no diagnóstico de necessidades e no respetivo ajustamento do plano de formação. Relativamente às formações internas que ministramos nas empresas e instituições com quem trabalhamos, são fruto de um exaustivo diagnóstico prévio. Queremos estar na linha da frente na resposta às necessidades das organizações sendo cada mais incisivos na prestação deste serviço permitindo, de facto, uma melhor adequação da formação que ministramos”, esclarece o Chairman da TECLA.

Ainda neste domínio, será que as empresas e os seus responsáveis começam a compreender a necessidade de formação dos seus colaboradores e as vantagens que isso lhes aporta? Segundo Pedro Pereira de Carvalho o panorama atual mudou, para melhor, mas “ainda temos um longo caminho a percorrer”, revela, assegurando que um dos obstáculos passa pela necessidade das empresas mensurarem o retorno do seu investimento, algo que em formação não é fácil. “Isso não é assim tão linear, pois se em algumas áreas mais técnicas, é possível saber qual o ganho direto com a alteração de um procedimento por forma a tornar um processo mais eficiente e, por conseguinte, otimizar a operação em causa, em outras áreas, isso não é de todo possível. As empresas devem perceber que não existem receitas, e isso é um trabalho moroso e que tem vindo a ser realizado paulatinamente”, revela, salientando, contudo, que hoje em dia o panorama é bastante mais positivo porque as empresas “valorizam mais a formação. O ideal será quando as empresas perceberem que a formação dos seus colaboradores é um ativo para a empresa e que é e continuará a ser essencial para o sucesso de qualquer marca”.

E será que essa mudança tem partido da denominada nova geração de empresários? Segundo Pedro Pereira de Carvalho este cenário não está diretamente relacionado com a nova vaga de empresários, mas mais com a formação que o empresário detém. “Existem muitas empresas no mercado há vários anos e, que compreendem as necessidades de formação dos seus colaboradores, existindo mesmo algumas que concebem, internamente, o seu plano de formação que resulta da auscultação de toda a equipa. Além disso, assistimos a uma mudança de mentalidades que vem acontecendo nos últimos anos, na medida em que, para os responsáveis de muitas organizações, a formação já não é vista como um número, mas como um possível veículo potenciador do crescimento profissional e pessoal do indivíduo e, por conseguinte, da organização”.

“Não tenhamos dúvidas, hoje a formação profissional é bem vista”

Num passado não muito longínquo, a formação profissional era vista pela sociedade com níveis de ceticismo bastante elevados, pois existia a ideia de que apenas estes percursos eram para os que não reuniam capacidades intelectuais elevadas para seguir uma via académica universitária. Hoje, felizmente, parece que esta realidade foi alterada e desmistificada. Quisemos saber a opinião do nosso entrevistado, que confirmou isso mesmo. “Interessa perceber que existem dois tipos de formação, a contínua, no caso em que o indivíduo possui determinado nível de habilitações e perpetua a sua formação com o desiderato de se especializar ou de reciclar. E a formação de dupla certificação que, no passado, estava imbuída de uma ideia em que só frequentava este tipo de formação os que não conseguiam continuar o ensino tradicional e convencional por terem menos capacidade. Algo que é totalmente errado e, felizmente, ultrapassado”, assevera o nosso entrevistado, lembrando que, por exemplo, qualquer formando de um curso de aprendizagem pode prosseguir os seus estudos e até mesmo ingressar no ensino superior. Então, mas qual a grande vantagem deste género de certificação? “O formando obtém uma dupla certificação, ou seja, o 12º ano e a certificação profissional numa determinada área, técnico de multimédia, técnico comercial, entre outros. Não tenhamos dúvidas, hoje a formação profissional é bem vista e os resultados estão aos olhos de todos e comprovam aquilo que afirmamos”.

“A formação é essencial para todos”

Nos últimos anos foram vários os quadros comunitários de apoio com que Portugal foi contemplado. Entre eles, os QCA – Quadro Comunitário de Apoio, o QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional e, mais recentemente e, ainda a decorrer, o Portugal 2020. Se a ideia generalizada é a de que houve, sem dúvida, uma grande evolução, não deixa de ser verdade que ainda existe um longo caminho a percorrer no domínio da credibilização da formação, ou seja, “a vasta oferta de formação gratuita fazia de algumas pessoas os designados «profissionais da formação» na medida em que frequentavam cursos para incrementar o seu rendimento desvirtuando o verdadeiro objetivo da formação, o de incrementar o seu nível de conhecimento e, é esse caminho que ainda nos falta fazer. Temos, naturalmente, formação de qualidade e profissionais de excelência. E a esse nível temos de louvar, também, todo o trabalho desenvolvido no Catálogo Nacional para as Qualificações que deu um empurrão na uniformização de conteúdos e objetivos das diferentes unidades que o integram bem como a sua carga horária. Assim, a outra parte do caminho que ainda nos falta assenta na tomada de consciência por parte das pessoas que o financiamento não é ilimitado e perceberem que a formação deve ser encarada como algo importante ao longo da vida profissional e que deve ser constantemente reciclada. A formação é essencial para todos e deve ser encarada como algo que nos valoriza enquanto profissionais e, sobretudo, enquanto pessoas. Existe ainda um trabalho de consciencialização do indivíduo de que a formação que frequenta não valoriza somente a empresa. Nada é mais errado. O maior ganho é o do indivíduo e isso vai-se refletir no seu percurso profissional”, revela o responsável da TECLA, marca que para além da formação profissional, aposta também em áreas como a implementação de sistemas de gestão, consultoria na área dos recursos humanos e a gestão de espaços.

“Crescemos cerca de quatro vezes mais do que em 2017, no seio do Grupo TECLA”

Se a intervenção da TECLA a nível nacional é evidente e fica marcada pela excelência, prestígio e credibilidade da marca ao longo de todos estes anos, também é verdade que a instituição alcançou hoje uma realidade internacional e está presente em outros mercados/cidades europeias e mundiais. Assim, a TECLA encontra-se em mercados como Madrid, Paris, Budapeste, Vilnius, São Paulo e Nova Iorque, embora num domínio de ação e orgânica mais direcionado para a consultoria organizacional, ou seja, projetos realizados com empresas lusas que atuam nesses mercados. Uma das vertentes em que a TECLA a nível internacional mais tem apostado, passa também pela vertente dos recursos humanos, isto é, na implementação de sistemas de avaliação de desempenho. “As empresas estão cada vez mais preocupadas em valorizar o seu capital humano seja através de programas de formação, aumentos salariais, ou através da implementação de sistemas de avaliação de desempenho, permitindo à empresa conhecer as expetativas de evolução na carreira do colaborador e, assim, poder corresponder melhor aos seus anseios. Por isso, é com muita satisfação que assistimos a um aumento de contatos de empresas para implementar este tipo de serviço. É mais uma prova de mudança na sociedade, mais concretamente no quotidiano das empresas portuguesas”, esclarece Pedro Pereira de Carvalho, dando a conhecer que o desiderato a curto prazo da marca ao nível da expansão internacional passa por um novo continente, “talvez o africano”, assume convicto, assegurando que o ano de 2018, que ainda não acabou, foi “extremamente positivo, pois crescemos cerca de quatro vezes mais do que em 2017, no seio do Grupo TECLA”. ▪

O nosso êxito deve-se à equipa de excelentes profissionais

Como alguém que se destaca enquanto líder, Pedro Pereira de Carvalho, e que se mantém à frente dos destinos da TECLA há alguns anos, sabe que o sucesso de uma marca apenas se faz se estiverem reunidos um conjunto de pilares, sendo que os colaboradores são, provavelmente, os mais importantes. “Não tenho qualquer dúvida. O nosso êxito deve-se à equipa de excelentes profissionais. Eles trabalham diariamente para o crescimento e sucesso da TECLA. São o nosso grande pilar. Aliás, não é demais reforçar que o crescimento consolidado da TECLA se deve a uma fórmula que é composta pela equipa, os seus parceiros e os seus alunos”, assegura, reconhecendo que o grande desiderato para 2019 passa por consolidar a estratégia da TECLA e “reforçar a nossa presença em outros países”, conclui Pedro Pereira de Carvalho, Chairman da TECLA.