Imagine-se num dia comum numa ida ao supermercado. Quando se desloca até às caixas para pagar as compras não dá o seu número de contribuinte, mas utiliza como forma de pagamento o multibanco ou dá o seu cartão de descontos ou de pontos. Sabia que já está, por um lado, a deixar a sua pegada no mundo digital e que está, por outro lado, a fornecer à cadeia de supermercados em questão o tipo de produtos que consome para que possam direcionar campanhas e promoções especificamente para si? Pois bem, isto é que é o chamado Business Intelligence ou Inteligência de negócios. É a recolha e processamento de grandes quantidades de dados que, transformados em informação, permitem às empresas, colaboradores ou chefias tomar decisões e direcionar ações de acordo com a informação recolhida. “As ferramentas de BI permitem-nos usar os dados de forma a obtermos informação que nos leva a tomar decisões”, explica João Barros.

É esta recolha de dados que permite às cadeias de supermercados saber que produtos são melhores vendidos em determinadas zonas ou cidades, por exemplo, e orientar as campanhas de marketing.

As ferramentas de BI proporcionam uma forma de obter dados para encontrar informações, principalmente através de consultas. Estas
ferramentas também ajudam a preparar os dados para análise, para criar relatórios, dashboards e visualizações de dados.

Podemos dar outro exemplo bem real. Quando utiliza a Internet, mesmo que navegue em modo anónimo ou que limpe o seu histórico de navegação, saiba que as suas informações estão a ser, ainda assim, recolhidas e guardadas. Tudo o que faz na Internet significa deixar uma pegada sua no mundo digital. Não é por acaso que quando visita, por exemplo, um site de perfumes que o mesmo ou outros sites similares vão-lhe ser sugeridos na página do Facebook.

Com as tecnologias da informação a provocar um forte impacto nas empresas e com um mercado cada vez mais volátil, o Business Intelligence torna-se hoje imprescindível. Será o futuro? João Barros responde que não só é o futuro como também já é o passado e o presente. As empresas que ainda não adotaram modelos para utilizar as ferramentas de BI, como João Barros diz, “ontem já é tarde”. E quando falamos de empresas não falamos apenas de multinacionais. Falamos de pequenas e médias empresas que têm de saber readaptar o seu negócio.

Enquanto consultor de Business Intelligence, João Barros fornece aos executivos relatórios e análises necessários para tomarem decisões estratégicas relacionadas com as necessidades diárias das empresas em diferentes áreas de negócios, como Bancário, TI, Saúde, Educação e Farmacêutica.

Com uma vasta experiência, prática e conhecimento em Business Intelligence, Microsoft SQL Server e formação, João Barros desenvolve soluções inovadoras de Business Intelligence, tendo em atenção o mercado global e volátil em que estamos.

Fundador e CEO da empresa Better Concepts e conhecedor do potencial das ferramentas de BI, João Barros assume-se como o parceiro ideal para o crescimento das empresas, sendo especialista em identificar fontes de dados, analisando grandes volumes de dados e fazendo recomendações apropriadas, com base em análises.

O QUE HOJE É, AMANHÃ PODE JÁ NÃO SER

João Barros entende que há muita carência de pessoas desta área, mas cada vez mais existem empresas a formar pessoas para a área de BI, um mercado que tem hoje muita procura por parte das empresas. “Na parte teórica aprende-se tudo, mas na prática é necessário muito mais do que o conhecimento. É necessária a experiência”, diz-nos João Barros, que separa a componente técnica da componente humana. “Olhando para a componente técnica, é lógico que se uma pessoa tiver aptidão, torna-se mais fácil aprender. No entanto, virando-nos para a componente humana, é essencial que a pessoa tenha um raciocínio lógico e muita força de vontade para trabalhar na área de BI, independentemente da sua formação académica”.

Para João Barros, o grande desafio prende-se com a complexidade da área de BI que envolve a componente analítica, a componente de análise de negócio e as questões relacionadas com a identificação e análise das necessidades dos clientes. A implementação técnica é fulcral, mas o ponto forte é ter capacidade e a sensibilidade para perceber o que as pessoas querem para que se consiga oferecer o que realmente necessitam. “Para isto é necessário experiência de vida. E quando falo de experiência de vida e de sensibilidade, não estão diretamente relacionados com a idade da pessoa. Temos de perceber as equipas que temos, os recursos que temos, ter técnica, mas também entender esta área de negócio”, afirma João Barros.

“EXISTEM DADOS QUE CONVERTIDOS EM INFORMAÇÃO CONSEGUEM SURPREENDER-NOS”

Quando falamos em dados e informação, percebemos que as pessoas estão cada vez mais informadas sobre as questões relacionadas com a privacidade e com a proteção de dados, apesar das falhas de segurança e de perda de dados que se têm verificado em empresas de renome.

“As pessoas estão mais sensibilizadas para a informação e para a sua privacidade, no entanto, o simples uso do telemóvel já nos deixa expostos”, diz-nos João Barros a título de exemplo.

“O terrorismo que hoje temos é de informação”, adianta o nosso entrevistado dando como exemplo as fake news, que não deixam de ser dados tratados, ou a forma como esses mesmos dados são tratados, o chamado jornalismo sensacionalista, ou seja, a manipulação de dados para que vejamos, e utilizando aqui uma expressão popular, o copo meio cheio ou meio vazio. É diferente dizer “crescemos 5% ao ano” ou “só crescemos 5% ao ano”. É diferente adotar um discurso positivo ou negativo.

Por exemplo, no Facebook, temos acesso gratuito a uma quantidade enorme de informação. No entanto, se pagarmos, tal como se pagarmos ao Google, temos acesso à mais variada informação. “Existem dados que convertidos em informação consegue surpreender-nos”, elucida-nos João Barros.

Estar no mundo da Internet, hoje, é estarmos no conceito “your Internet”, isto é, as pesquisas que fazemos estão a transmitir dados nossos que serão guardados e convertidos em informação utilizada para nos devolver resultados, sites e informações de acordo com as características das pesquisas que fizemos anteriormente. “Hoje, tudo é controlado”.

E quanto à integração nas empresas das ferramentas de Marketing Digital com as ferramentas de Business Intelligence? Qual é a sua potencialidade? João Barros diz-nos que no Marketing Digital, a publicidade em si tem tudo a ganhar com as soluções de BI.

Através da análise de relatórios conseguimos saber quais são as páginas mais vistas e direcionar as ações de acordo com a informação que obtivemos. Analisando os dados, conseguimos definir o caminho que queremos traçar. No fundo, com as ferramentas de BI conseguimos ajudar nos processos de decisão das empresas. Contudo, diz-nos João Barros, as ferramentas de BI e a sua potencialidade são transversais a todas as áreas. “Todas as empresas, pequenas, médias, grandes ou multinacionais, têm tudo a ganhar com a implementação das soluções de Business Intelligence”, conclui.