TRAVELGEST: a face das viagens em Angola

Com seis anos de atividade, a TRAVELGEST assume-se como um dos principais players em Angola no âmbito do segmento das viagens. A Revista Pontos de Vista quis saber mais sobre esta marca e conversou com José Cabral, Diretor Geral da marca, que nos deu a conhecer um pouco mais da mesma, revelando ainda a importância que o Turismo aporta para o desenvolvimento de Angola.

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A TRAVELGEST é uma Agência de Viagens de Direito Angolano, criada em 2012 com o intuito de desenvolver e apoiar o segmento do Turismo de Cruzeiros em Angola. Neste sentido, qual é o peso que o turismo tem no desenvolvimento socioeconómico do país?

Neste momento o peso ainda não é significativo, no entanto acreditamos que a curto-médio prazo será um dos pilares da economia angolana. As potencialidades existem nos diversos segmentos do turismo (Sol, praia mar, ecoturismo, aventura entre outros). É, no entanto, necessário e urgente que o governo cuide das infraestruturas associadas ao turismo, estradas, caminhos de ferro, aeroportos e transportes fáceis, e os torne seguros e adequados à nova realidade. Por outro lado, temos agora a facilitação dos vistos para alguns países (vistos online), sendo que já se nota uma maior procura pelo destino Angola. O crescimento do turismo será definitivamente uma das principais fontes de rendimento e de captação de divisas para o país.

A empresa foi pioneira na receção de navios de cruzeiros. Além de tornar o acesso via marítimo possível, o desenvolvimento desta segmentação trouxe que benefícios ao setor do turismo?

Sem dúvida, fez despertar o governo para a importância do turismo e os benefícios que este setor traz para os países que o exploram e nele investiram. As autoridades nacionais encararam esta atividade como de grande importância para o país e têm-na apoiado. Esse apoio traduziu-se através de uma Comissão multissetorial criada pelo Presidente da República no final de 2012, logo após termos iniciado esta atividade, no sentido de se desenvolver e dinamizar este importante setor do Turismo, onde várias entidades de diversos Ministérios têm dado o seu apoio, com realce para o Ministério do Turismo que tem acompanhado e participado de perto nesta atividade, que hoje, a nível de turismo, é das que mais tem crescido. Este segmento do turismo deu uma exposição internacional a Angola, ao abrir as portas do país a centenas ou milhares de turistas de uma só vez.

A TRAVELGEST reúne um leque de serviços alargado a áreas como o alojamento, transfers, circuitos turísticos, tratamento de vistos… ou seja, estão interligados a outros setores. As sinergias entre setores são fundamentais para o negócio?

São fundamentais, pois, nós como agência de viagens/operador turistico, comercializamos produtos turísticos (bens e serviços), e dependemos dos vários setores ligados ao turismo, Aviação, hotéis, rent-a-car, restauração, locais e monumentos turísticos, entre outros. Essas sinergias têm aumentado bastante nos últimos anos e tem havido cada vez mais uma união de esforços entre os vários players do setor para o desenvolvimento do turismo em angola. Exemplo disso, estabelecemos uma parceria com a Hertz rent-a-car, e tormámo-nos o seu agente oficial na Província da Huíla.

Na sua opinião, o que resultaria de uma cooperação, entre diferentes setores de atuação, fosse transportada para um nível internacional, nomeadamente, entre os países falantes de língua portuguesa?

De facto, é muito importante uma troca de sinergias e experiências entre países falantes da língua portuguesa, pois podem ajudar-se mutuamente, visto que neste leque de países, existem alguns já com uma larga experiência no setor do turismo, com índices de visitantes bastante expressivo e com reflexos importantes nas suas economias.

Na sua opinião, as vantagens de se pertencer à CPLP abrangem suficientemente os interesses dos empresários?

Deveria abranger. Mas penso que neste aspeto ainda há um longo caminho a percorrer, pois ainda existem muitas barreiras político-económicas que não permitem que a mesma se implemente e de desenvolva de uma forma mais célere e eficaz. Penso que deverá haver mais interação entre os membros para que se alcancem resultados benéficos para todos.

Já se encontram em Luanda e Lubango. Faz parte dos vossos planos continuarem a expandir-se? E para fora do país?

Temos já em perspetiva a abertura de mais um escritório, a curto prazo, noutra província para reforçar ainda mais a aposta no turismo nacional. Fora do país temos parcerias com outras agências de viagens, que de certa forma nos representam e recomendam os nossos serviços aos turistas que por seu intermédio chegam. Qualquer projeto próprio fora do país, passará sempre pelo objetivo de trazer turistas para Angola. Este é, acima de tudo, o nosso grande objetivo.