A Edenred é atualmente líder em Portugal, no mercado de cartões refeição, com a maior rede de restauração do País. Quais são os principais benefícios da sua utilização para as empresas?

Antes de mais, importa referir que a Edenred não é apenas líder em Portugal no segmento de títulos de refeição, como também à escala mundial, no âmbito de soluções transacionais para empresas, colaboradores e comerciantes. Relativamente à liderança no segmento de títulos de refeição é importante sublinhar que esta começou a ser construída com a criação do título de refeição, na década de 60, em França. Desde ai até aos dias de hoje, a Edenred tem acumulado mais de meia centena de anos de experiência neste segmento, em todo o mundo. No caso particular de Portugal, essa experiência ganhou fôlego, a partir de 2013, ano em que o Orçamento de Estado contemplou a possibilidade de potenciar os ganhos fiscais, sempre que o pagamento do subsídio de refeição, enquanto benefício social, fosse realizado sob a forma de título, em vez de numerário. Apesar deste reconhecimento legal ainda hoje, este título de cariz social é confundido com os tradicionais meios de pagamento, como cartões de crédito e débito.  No entanto, com a recente publicação do Decreto-Lei nº 91/2018, que define e caracteriza o que é um titulo social, é expetável que a distinção entre o que é um meio de pagamento e um título social seja finalmente aplicada na prática ao mercado. Em traços gerais, este decreto-lei regula as instituições de serviços de pagamento e os seus respetivos meios de pagamento e, ao mesmo tempo, exclui expressamente os títulos refeição, enquanto títulos sociais, do seu âmbito. Uma das características imperativas relativamente aos títulos de refeição, enquanto benefício social, é a obrigatoriedade da existência de um acordo comercial entre as entidades emissoras e os estabelecimentos que comercializem refeições ou bens alimentares para a confeção dessas refeições. Este Decreto-Lei equipara, deste modo, o mercado Português de benefícios sociais a outros mercados Europeus, revestindo-o de um nível de maturidade muito mais amplo do que no passado no que respeita à disponibilização, utilização e aceitação dos benefícios sociais e, em particular, do título de refeição. Quando o mercado de títulos de refeição atinge este nível de maturidade é um claro sinal de que os benefícios para todos os seus  stakeholders – não só as empresas, mas também os colaboradores, os estabelecimentos parceiros e o Estado – são assegurados.

E para os colaboradores?

A publicação do Decreto-Lei nº 91/2018 vem reforçar também a forma como o título de refeição é utilizado pelos colaboradores. A aposta no Euroticket Refeição, enquanto título de benefício social, é hoje uma componente-chave para o aumento do poder de compra dos colaboradores relativamente a refeições já preparadas ou a bens alimentares que adquiram para a sua confeção. Além de uma maior liquidez, todos os utilizadores do Euroticket Refeição tem acesso a vantagens adicionais, tais com promoções exclusivas em hotéis, farmácias, serviços de mobilidade, combustíveis e, claro, descontos diretos, de Norte a Sul do País e Ilhas, em restaurantes parceiros da nossa Rede Credenciada Euroticket. Estas promoções podem ser consultadas, diretamente no nosso website –  edenred.pt – ou através da APP MyEdenred.

Os cartões refeição poderão ser vistos como um projeto de apoio, que opera em rede, onde empresas, colaboradores e fornecedores saem todos a ganhar? Porquê?

A titularização do subsídio de refeição assenta num ecossistema composto por empresas, colaboradores, estabelecimentos parceiros e pelo próprio Estado. É sobre o papel deste último que gostaria de refletir. Quando o Estado dinamiza a adoção e utilização dos títulos de refeição está a trabalhar para a redução da economia não registada, para a criação de empregos e consequentemente para o aumento das suas receitas. A titularização do subsídio de refeição implica a utilização de mecanismos e instrumentos que permitem rastrear todas as transações que são realizadas. Essa monitorização minimiza os casos de organizações que não cumprem as regras fiscais determinadas pelo Estado. Em Portugal, de acordo com o Observatório de Economia e Gestão de Fraude (OBEGEF), a economia não registada vale cerca de 46 mil milhões de euros, o que corresponde a mais de 26% do PIB. A economia não registada revela-se, deste modo, uma fonte de receita fiscal que não pode ser ignorada e que carece ainda de mecanismos de combate assertivos e transparentes, como é o caso do uso de títulos de refeição, pois têm um potencial de incremento das receitas do Estado muito expressivo e, consequentemente um impacto positivo na economia nacional.

Além dos benefícios sociais, disponibilizam o Easyfin, um portal onde se encontram “os melhores serviços de mercado associados à gestão e ao bem-estar financeiro”. De que falamos?

O Easyfin resulta da diversificação da oferta de produtos e serviços da Edenred, enquanto Grupo. No nosso plano estratégico delineado para o futuro próximo, os Benefícios Sociais continuam a ter um papel muito expressivo. Mas, assim como a nível do Grupo, tem-se registado uma crescente diversificação da oferta para outras áreas de negócio – Frota&Mobilidade e Pagamentos Corporativos – também a Edenred Portugal tem acompanhado esse crescimento. Por isso, chegou agora o momento de trazermos para as empresas Portuguesas soluções inovadoras como o Easyfin, um portal através do qual as empresas aderentes poderão disponibilizar aos seus colaboradores produtos e serviços que possam contribuir para a melhoria da sua saúde financeira, tais como seguros, crédito ao consumo, entre outros. Mas a novidades não ficam por aqui. Até ao fim do ano haverão outros lançamentos de novos produtos que refletem, sem dúvida, o nosso espírito empreendedor e a nossa capacidade de inovação.