Enquanto nas grandes cidades estavam e continuam a aparecer grandes cadeias e grandes grupos de investimento no segmento do low cost, verificámos que fora dos grandes centros urbanos o mesmo não acontecia. Esta era, portanto, uma oportunidade de negócio”, começa por nos explicar Pedro Simão.

Agarraram, assim, neste segmento do low cost e caracterizaram-no para atender às necessidades das pequenas cidades. Nasce assim, um ginásio com um conceito de smart cost, que profissionaliza três áreas distintas: a área de gestão, a área comercial e técnica, formatadas para serem implementadas nas pequenas cidades. “Tivemos de ter em atenção, claro está, vários fatores como o número de habitantes, a rotação de clientes e a retenção dos mesmos, o que não nos impediu de agarrar o conceito de smart cost e implementá-lo nas pequenas cidades”, acrescenta o nosso entrevistado.

Explica-nos, ainda, que o conceito de smart cost é diferente de low cost. É um conceito com um preço mais baixo no mercado, mas com elevada qualidade e que se ajusta às necessidades de cada cliente. É um conceito direcionado para o cliente que sabe que serviços quer utilizar e quanto está disposto a pagar.

Isto foi em 2015. Hoje já entraram nas capitais de distrito e nas grandes cidades, nomeadamente o Porto e Lisboa, onde, para além dos clubes que já estão implementados, estão a trabalhar na abertura de mais.

O conceito smart cost e a forte componente tecnológica são, portanto, as grandes apostas dos Clubes Fitness Factory, 100% portugueses e que estão a crescer de forma significativa, através da aposta no modelo de franchising.

A ideia do próprio nome, Fábrica do Fitness, não surgiu por um acaso. Como Pedro Simão nos diz, e utilizando aqui uma metáfora relacionada com a indústria/fábrica, esta é o setor secundário de produção. Não é o primário nem é o setor de serviço. Voltando-nos para a pessoa, trata-se de começarmos a trabalhar o nosso corpo de uma forma diferente e num setor intermédio na nossa evolução enquanto pessoa. “Entendemos que os clientes que procuram um ginásio Fitness Factory são clientes que estão à procura de um serviço de qualidade, mas, acima de tudo, são clientes que sabem que não precisam de pagar muito para ter um bom ginásio, um ginásio consistente, com um bom design e com bons serviços de base de qualidade”, refere Pedro Simão.

CONSISTÊNCIA

Este é o objetivo, manter sempre a consistência em qualquer um dos clubes do Fitness Factory. “Um cliente quando entra no nosso espaço sabe que vai encontrar todos os dias um espaço limpo, os equipamentos em perfeitas condições, um front office que lhe sorri e que o recebe bem e um instrutor sempre predisposto a ajudá-lo.

É esta consistência que trabalhamos com as nossas equipas para que os nossos clientes consigam encontrar estas condições reunidas. Mais do que encontrar máquinas queremos que os nossos clientes encontrem um espaço onde se sintam bem”, afirma Pedro Simão explicando que existem dois grandes grupos de pessoas que frequentam os ginásios: o grupo de pessoas que gostam e que querem moldar o seu corpo para se sentirem bem fisicamente; e grupo de pessoas que vão à procura dos benefícios secundários da prática de exercício físico. Este segundo grupo, o que está mais direcionado para a saúde está, nitidamente, a aumentar.

Existe uma mudança de paradigma e a saúde está agora, claramente, indexada à frequência de atividade física e de ginásios. “As pessoas sabem quais são os benefícios do exercício físico para a sua saúde e procuram, cada vez mais, os ginásios para esse efeito. Na conceção do Fitness Factory tivemos esta preocupação de cruzar as populações. As áreas de treino foram pensadas de maneira a que as pessoas se cruzem e não exista a distinção nem espaços destinados a uma atividade física específica e com um propósito apenas”, adianta Pedro Simão.

Até porque, para Pedro Simão, o fitness não é uma moda, é uma tendência e, normalmente, as tendências demoram mais a passar do que as modas. É uma tendência que está para ficar por se correlacionar diretamente com a qualidade de vida das pessoas. “Somos um reflexo do resto do mundo. Vamos ter cada vez mais público adepto dos ginásios por entenderem que esta é uma escolha para uma vida saudável. Vão continuar a aparecer cadeias e ginásios low cost, mas o mercado continuará a ter espaço para todos: os ginásios low cost, os ginásios middle market, e o ginásios boutique e premium.