“É imprescindível inserir o desporto nas suas rotinas”

“Nunca se falou tanto em desporto e nunca se fez tanto exercício em Portugal”, afirma João Morgado, fundador de vários conceitos na indústria de bem-estar e fitness. A Revista Pontos de Vista quis conhecer João Morgado, que nos apresentou duas das suas marcas presentes no mercado com conceitos focados no setor do fitness.

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Para iniciarmos a nossa conversa e de forma a contextualizar o leitor, explique-nos os seus dois conceitos focados no setor do fitness: a FHIT UNIT e a RUN BOX?

A FHIT UNIT nasceu em 2015 e tem conhecido uma evolução acelerada desde a sua criação. Começou como um teste ao mercado do fitness e encaminha-se para a visão de se tornar no primeiro fitness marketplace & SaaS em Portugal, e, em certa medida, no mundo.

A adesão presencial e online conseguida até ao momento só confirma esta visão estando, por isso, a FHIT UNIT “obrigada”, em 2019, a corresponder às aspirações dos inúmeros seguidores que a acompanham. 2019 será, em parceria com diversas marcas de referência a nível nacional, ano de muitas novidades.

A Run Box, conceito que nasce a meados de 2018 e que vai ser lançada oficialmente no início de março, é uma caixa para corredores com inúmeras vantagens em seguros, provas e parceiros.

O objectivo é facilitar a vida aos corredores oferecendo um produto que é comprado online, no site da Run Box, e que chega a sua casa e/ou trabalho pronto a ser utilizado, sem qualquer preocupação.

A Run Box é actualizada ao longo de todo o ano, e contém de base: uma T-shirt técnica de corrida personalizada Run Box, seguro de acidentes pessoais anual específico para proteger o corredor nos seus treinos e corridas, mais de 60 provas de norte a sul do País e um conjunto de descontos e vantagens em parceiros (na área da alimentação, equipamento desportivo, suplementação e fisioterapia, entre outros) que ajudarão o corredor a estar sempre a 100%.

Parece que a “moda” do fitness veio para ficar e que os portugueses se renderam ao desporto. O que precisa de fazer agora este mercado para se adaptar às necessidades e exigências dos clientes e quais os maiores desafios para 2019?

Nunca se falou tanto em desporto e nunca se fez tanto exercício em Portugal. Uma prova disso é o boom de conceitos de treino que vemos nascer quase todos os meses, é ter nascido uma concorrência cada vez mais evidente entre cadeias de ginásios e, sobretudo, ter uma vasta oferta de opções para quem quer, verdadeiramente, treinar. Parece que, finalmente, os portugueses perceberam que é imprescindível inserir o desporto nas suas rotinas.

Tudo isto, a nosso ver, é positivo. Um mercado em movimento e concorrencial é sempre positivo, para todos: para quem está no mercado, porque é obrigado a inovar, a mexer, a reinventar-se, ou passa a ser obsoleto. Mas também para quem usufrui do mercado, porque tem um maior leque de escolha para se adequar à sua personalidade, exigência ou, obviamente, necessidade.

Portanto, resumidamente, o balanço desta era em que estamos é positivo. Onde está o verdadeiro desafio desta expansão tão rápida? Na qualidade.

É muito perigoso haver um mercado tão grande, tão concorrencial, onde, para conseguir chegar a mais pessoas, a qualidade do serviço prestado acaba por ficar em segundo plano. Ouvimos muito “o importante é fazer algum exercício”. Mais ou menos. Importante é fazer algum exercício de qualidade. E é fácil haver falhas onde não podem haver nenhumas: a saúde das pessoas.

É imprescindível, quer para o bem-estar e qualidade do serviço prestado, quer para o sucesso do negócio em causa, que esta área seja cada vez mais exigente e rigorosa a nível de formação e condições dos treinadores, ao próprio acompanhamento de qualidade do aluno e as suas condições de treino.

Estamos a falar de saúde e há aqui dois lados de uma moeda: o treinador tem de ter ferramentas e formação para executar bem o seu trabalho, e o aluno tem de estar bem acompanhado para se sentir motivado e para poder usufruir verdadeiramente do seu treino e melhorar a sua condição e saúde física e mental.

João Morgado é fundador de vários conceitos na indústria de bem-estar e fitness. Com a emergência do low cost e com a tecnologia a mudar a indústria do fitness, quais são, atualmente, as prioridades dos gestores do mercado do fitness?

A prioridade de todos os “players” deveria ser sempre a qualidade das propostas que se fazem aos clientes. Se o mercado fizer gala de se apresentar pelo lado da qualidade acaba por educar o cliente, que muitas vezes procura soluções pelo preço. É imperativo contrariar a lógica do “quanto mais barato melhor”.

A qualidade das propostas está, não só na qualidade técnica imposta, mas também na diversidade que se oferece aos clientes. Não somos todos iguais, logo devemos ter cuidado em personalizar como abordamos e tratamos o cliente.

Respondendo sucintamente à questão, diria que as apostas de futuro são, sem dúvida, a digitalização, a inovação e a personalização cuidadosa e adequada a cada cliente.