Techvisa ajuda empresas a atrair talento extracomunitário

"Costumamos dizer que o sucesso do LISPOLIS está intimamente ligado ao sucesso das empresas que acolhe. Se as empresas tecnológicas e inovadoras não conseguirem ter os recursos de que necessitam, não conseguirão desenvolver e entregar os projetos, quer os que têm em carteira quer outros que não conseguirão obter por falta de capacidade de resposta".

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As empresas estão cada vez mais exigentes. E esta exigência é ainda maior quando se tratam de empresas tecnológicas, como as de desenvolvimento de software, e empresas inovadoras, como as que desenvolvem novos produtos e / ou serviços. São estas as empresas que o LISPOLIS acolhe e pretende continuar a acolher, sejam elas Startups, PMEs ou Grandes Empresas e Multinacionais.

A convivência que o LISPOLIS tem com as empresas instaladas permite-lhe entender o que estas necessitam para desenvolver a sua atividade. Espaço por espaço, considerando que inclui serviços associados a condomínio e manutenção, é hoje manifestamente insuficiente. Mais do que a procura por metros quadrados, as empresas querem um local onde possam encontrar apoio no desenvolvimento do seu negócio, seja no acesso a informação e à agenda de eventos, seja na facilidade de alargarem a sua rede de contactos, seja no apoio na procura de soluções de investimento e / ou financiamento, ou ainda no acesso a serviços especializados.

Um dos assuntos que mais preocupa estas empresas atualmente é conseguirem atrair e reter os recursos humanos altamente qualificados de que necessitam para darem resposta a todos os pedidos e propostas que lhes chegam por parte dos seus clientes.

A focusbc (http://www.focus-bc.com/pt/), empresa de consultoria de negócio e de conceção e implementação de soluções no âmbito da performance management e location intelligence, com foco na personalização de ferramentas para os seus clientes, é uma das empresas que mais tem sentido esta realidade.  “Temos vindo a procurar talento a um nível global, com ajuda de clientes e parceiros especializados, oferecendo condições atrativas aos candidatos e mecanismos de retenção de talento”, afirma Sandro Baptista, Managing Partner.

Explica ainda que entre os pontos mais relevantes para os novos colaboradores aquando da escolha de uma nova empresa para trabalhar estão os “desafios contínuos, inovação de produto e projetos, clientes de referência nacional e internacional, instalações modernas com zonas de lazer e diversão interior e exterior, ambiente informal e mecanismos de acolhimento (fruta, bebidas), fóruns de partilha de conhecimento abertos à comunidade (eventos, meetups, etc.), diferentes modelos de contratação, flexibilidade de horários e trabalho remoto, atividades de lazer em equipa e um modelo de gestão de capital intelectual que engloba um pacote de remuneração atrativo, prémios trimestrais, fringe benefits, modelo de carreiras, formação contínua e programas de certificação”.

O talento é cada vez mais exigente, o que cria uma dificuldade acrescida para as empresas e uma diferença no mercado entre a oferta e a procura.

É também notória uma escassez de talento em Portugal, que é sobretudo sentida pelas empresas de software. Segundo o relatório Hays Global Skills Index 2018, existe um gap de 9,4 numa escala até 10 entre as competências que as empresas procuram e as competências disponíveis no mercado de trabalho, em Portugal. Este número significa que “os negócios enfrentam agora um problema sério em fazer coincidir o talento disponível com as vagas de trabalho”, indica o mesmo relatório, disponível em http://www.hays-index.com/.

A escassez de recursos justifica-se ainda por um aumento da procura, uma vez que é do conhecimento público que grandes empresas têm optado por Portugal para instalar os seus centros de competências e que, simultaneamente, não houve um acompanhamento e adaptação a um novo paradigma de mercado por parte das entidades que trabalham o talento, como é o caso das Universidades.

 

 

O LISPOLIS tem acompanhado estas preocupações de muito próximo e tem feito tudo o que está ao seu alcance para ajudar as empresas a encontrarem soluções, nomeadamente a dois níveis: 1) fazendo a ponte com os cursos com saída para tecnologia das Faculdades associadas ao LISPOLIS, nomeadamente o Instituto Superior Técnico (IST) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL); 2) fazendo a ligação entre empresas que querem contratar (procura) e empresas que disponibilizam o talento (oferta), numa lógica de contratação de serviços de desenvolvimento ou de outsourcing de recursos humanos qualificados, ao invés da tradicional solução do ingresso de um novo colaborador no quadro.

É por esse motivo que, considerando também que a falta de recursos qualificados é um problema não apenas português mas também europeu, dá destaque ao programa Tech Visa, promovido pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) e pela estratégia Startup Portugal. Esta nova iniciativa tem como objetivo “que quadros altamente qualificados, especialmente da área tecnológica, estrangeiros à União Europeia, possam aceder aos empregos criados pelas empresas portuguesas de forma simplificada”, como se pode ler na sua génese, em http://www.iapmei.pt/.

Se no Startup Visa, programa destinado a empreendedores estrangeiros que pretendam desenvolver um projeto de empreendedorismo e/ou inovação em Portugal, com vista à concessão de visto de residência ou autorização de residência, a certificação é atribuída a incubadoras que possam acolher estes projetos, como o LISPOLIS, no programa Tech Visa são as empresas tecnológicas e inovadoras que têm de ser certificadas pelo IAPMEI.

E as empresas do LISPOLIS veem com bons olhos este tipo de iniciativas. “É enorme a disparidade entre o número de recursos qualificados extracomunitários que desejam realocar-se para Portugal e aqueles que fazem essa mudança. Na HHS temos aproveitado a desmaterialização que as TI permitem, através do trabalho remoto, para colmatar a falta de uma via expedita para acolher estes(as) profissionais. Um capital humano de inestimável valor que contribuirá para a nossa sociedade. Urge alterar a postura. Portugal é um país fantástico para viver, recebamos de braços abertos o talento que nos procura”, declara Marco Correia, Conselheiro Estratégico da Host Hotel Systems (https://www.hostpms.com/)

Toda a informação sobre o programa, processo e critérios de certificação das empresas, assim como os requisitos de elegibilidade de trabalhadores altamente qualificados, está disponível no site do IAPMEI (http://www.iapmei.pt). Referir apenas que:

O programa é destinado a empresas tecnológicas e inovadoras que pretendam contratar talento altamente qualificado oriundo de Estados terceiros;

As candidaturas abriram a 2 de janeiro de 2019 e têm como data limite 31 de dezembro de 2019;

Todo o processo decorre numa área reservada da Consola de Cliente do IAPMEI;

As candidaturas serão analisadas num prazo máximo de 20 dias úteis a contar da data de submissão.

Costumamos dizer que o sucesso do LISPOLIS está intimamente ligado ao sucesso das empresas que acolhe. Se as empresas tecnológicas e inovadoras não conseguirem ter os recursos de que necessitam, não conseguirão desenvolver e entregar os projetos, quer os que têm em carteira quer outros que não conseguirão obter por falta de capacidade de resposta. É por isso, e por pretender sempre que possível contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade, que o LISPOLIS promove ativamente este programa junto das suas empresas e da sua rede de contactos e está disponível para o esclarecimento de todas as dúvidas online (em https://www.lispolis.pt/) ou pelos seus contactos habituais (217101700 ou geral@lispolis.pt).

Opinião de Cíntia Costa, Marketing e Comunicação do Lispolis e Pedro Rebordão, Diretor de promoção e inovação do Lispolis.