Reflexo destes números, Lisboa registou um aumento médio anual de 11,1% na riqueza criada pela cadeia de valor do Turismo desde 2005 e de 14,3% no nível de emprego em comparação com 2015.

Por setores de atividade, a produção total do Turismo em Lisboa distribuiu-se da seguinte forma: 42,1% no alojamento e restauração, 17,8% nas atividades culturais e desportivas, 16,9% no comércio, 14,2% nos transportes, 4,1% de euros na construção e 4,9% em outras atividades de serviços.

O estudo indica que também foi notório o aumento da oferta nas diferentes atividades que integram o setor do Turismo na Região de Lisboa. Em 2017, e comparando com 2015, o comércio registou mais 448 milhões de euros, a hotelaria e alojamento local mais 353 milhões de euros, a animação mais 264 milhões de euros, os transportes mais 243 milhões de euros, a restauração mais 236 milhões de euros e os congressos e reuniões mais 60 milhões de euros.

A dinâmica crescente das diferentes atividades e agentes da cadeia de valor do setor, sinalizada neste estudo, assenta numa estratégia concertada entre entidades públicas e privadas com o objetivo de reforçar a atratividade de Lisboa enquanto destino turístico de excelência, o que se reflete no aumento do número de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros, parques de campismo e alojamento local. Entre 2015 e 2017, foi registado um crescimento anual de 15,5% de hóspedes na Região, passando de 7,3 milhões de hóspedes para 9,7 milhões.

Neste período, a capacidade hoteleira acompanhou esta evolução através do aumento do número de quartos e, paralelamente, Lisboa assistiu a um grande aumento do alojamento local. Apesar deste grande aumento da oferta de alojamento, nas suas várias componentes, verificou-se uma notória melhoria da performance operacional em 2017, com a taxa de ocupação a passar para 77,5% (71,7% em 2015) e o preço por quarto disponível (RevPar) a atingir os 77,7€, quando em 2015 ficava nos 59,6€.

A maioria dos turistas estrangeiros que visitaram Lisboa são provenientes do Brasil, França, Espanha, EUA, Alemanha, Reino Unido e Itália. Em média, gastaram 161,1€ por dia e ficaram 2,3 noites na Região. O estudo indica ainda que 94% chegou de avião e que 92% visitou Lisboa em lazer, sendo que 76% o fez num registo de City & Short Break. Cerca de 10,5% já visitou Lisboa mais do que uma vez.

Analisando a evolução da população residente, verifica-se que, entre 2015 e 2017, aumentou 0,7% na região e 0,3% na cidade. Recorde-se que, de acordo com o estudo Intercampus, realizado no ano passado para a ATL, 89% dos residentes em Lisboa considera que o turismo é positivo, melhora a imagem da cidade e do país no estrangeiro, desenvolve a economia e tem impacto positivo na maior parte das áreas económicas, assim como na preservação e reabilitação do património.

A melhoria global dos principais indicadores reflete o efeito multiplicador do Turismo e confirma que o setor é vital para a economia de Lisboa e do país. Para garantir a sua sustentabilidade a médio e longo prazo, o o setor deve manter o dinamismo e a capacidade de inovação demonstrados nos últimos anos.

Para fazer face aos novos desafios do setor, são apontados como caminhos a explorar o alargamento dos pontos de interesse turístico, o investimento nos serviços de transporte e infraestruturas, a dinamização do produto Meetings Industry e a aposta em plataformas de viagens e outras ferramentas digitais.