No sentido de contextualizar junto do nosso leitor, como podemos perpetuar o percurso da marca desde a sua génese, 2016, até aos dias de hoje?

Para contextualizar o surgimento da Paylink Solutions é preciso olhar mais para trás quando, ainda em modo embrionário, era um departamento de desenvolvimento para o grupo Totemic. Nessa altura, e enquanto departamento de software do grupo, providenciava as soluções necessárias para os negócios Totemic. Quando falamos do Grupo Totemic falamos de gestão e recuperação de crédito, de seguros, de empréstimo hipotecário, financiamento automóvel. Em 2016 a Paylink Solutions autonomiza-se e é formalizada como uma empresa de direito próprio, que aproveita a sua experiência interna para desenvolver soluções à medida para o mercado externo.

Assumem-se como um importante player na vertente do fornecimento de soluções digitais, direcionadas para diversas áreas de negócio. Quais são as principais caraterísticas das soluções «made in» Paylink Solutions?

Uma solução “Made in” Paylink Solutions é uma solução flexível e totalmente direcionada para ir ao encontro das necessidades e requisitos dos nossos clientes. Flexível porque abrange áreas de negócio diversas e direcionada, porque trabalhamos com os nossos clientes, não apenas para eles, mas e principalmente, com eles. Temos soluções standard que respondem à maioria das necessidades do mercado, mas também fazemos adaptações quando necessário, ou desenvolvemos de raiz se essa for a melhor solução. O foco da Paylink são os nossos clientes e procuramos que a solução apresentada seja tanto deles como nossa, trabalhamos para um “Made with” Paylink Solutions, muito mais do que para um “Made in” Paylink Solutions.

Relativamente à concorrência, como perpetuam a diferença na gestão, personalização e relacionamento com o cliente?

Os nossos clientes são mais parceiros que clientes, trabalhamos mais com eles do que para eles. É precisamente nessa relação que fazemos algo diferente. A relação quer-se sólida e duradoura. Trabalhamos em parceria sempre com uma base de transparência, confiança e amizade porque são eles os alicerces de qualquer operação. Se perdemos isso, perdemos os alicerces que sustentam todo o negócio. Acreditamos que perpetuamos uma diferença na gestão de clientes porque enfrentamos os desafios lado a lado, caminhamos juntos para um objetivo comum e com o total comprometimento que depois se traduz na redução dos riscos de falhar na entrega daquela solução específica, aquela solução que foi identificada previamente, como a solução perfeita para aquele cliente específico.

Quais são as principais soluções que disponibilizam em território luso?

A nossa solução mais sonante no mercado, neste momento, é o Embark Solution. Uma solução de onboarding digital que pode ser moldada para os mercados de crédito ao consumo, de imobiliário, de automóvel, entre outros. O Embark recolhe uma panóplia de informações do cliente final, de uma forma segura e rápida, perfeitamente ajustada às necessidades do nosso cliente. Esta solução pode ser integrada com vários módulos, incluindo o nosso Módulo de Pagamentos Instantâneo.

No âmbito das vossas soluções, existe alguma ou algumas que considere mais relevantes na orgânica da marca? Se sim, qual ou quais e que vantagens aporta ao mercado?

Sem dúvida o Embark porque tem a nossa marca genética. É uma solução que engloba vários anos de experiência e aprendizagem que advêm de trabalhar em mercados distintos, enfrentando vários desafios pelo caminho. A vantagem que o Embark traz para o mercado é que simplifica e ganha tempo na recolha de dados do consumidor final, apresentando um certificado/relatório final com todos os dados partilhados pelo próprio consumidor final, sejam eles extractos bancários, recibos de vencimentos, IRS ou mesmo o Mapa de responsabilidades de Crédito – tudo isto numa solução 100% digital, segura e disponibilizada em poucos minutos.

De que forma é que as vossas soluções se enquadram num mercado que é cada vez mais digital, tanto a nível institucional como para o consumidor final?

Temos que olhar sempre para o consumidor final ao mesmo tempo que olhamos para as necessidades do nosso cliente. Podemos criar uma solução aparentemente brilhante e de acordo com as necessidades identificadas, mas se não é funcional para o consumidor final, é inútil. O consumidor final, hoje, independente da idade, está cada vez mais digital. Há 15 anos era impensável que todos andassem com pequenos computadores de bolso e que acedessem a informação a velocidades alucinantes mas é, de facto, a realidade atual. Não podemos criar soluções que não acompanhem este ritmo veloz e tão contemporâneo, porque os nossos clientes não podem correr o risco de ficar para trás na corrida. A nossa experiência destes anos em UK tem-nos permitido acompanhar muito de perto esta era da digitalização e assim dar-nos conhecimento e sensibilidade para conseguir responder a este paradigma do mercado nacional.

A vossa solução de pagamentos online já está em vigor e funcionamento? Se sim, quais as vantagens da mesma e em que mercados é que está a ser inserida?

No Reino Unido, sim e já há alguns anos, porque a legislação assim o permite. Em Portugal, será integrada até ao final de 2019, visto que ainda existem algumas adaptações que estão a ocorrer no mercado para que a mesma possa ser utilizada de igual modo, como em UK.

Quando abordamos a vertente dos pagamentos online, um dos primeiros vetores que surge passa pela vertente da segurança. Este é um dos pontos primordiais das vossas soluções/produtos?

Sem dúvida alguma que a vertente segurança é fulcral para a nossa atividade. Hoje em dia, a segurança de dados pessoais é de um valor crucial. As nossas soluções e produtos são criadas e mantidas com o máximo de cuidados de segurança. É esse mesmo nível de cuidado que exigimos dos nossos parceiros e providers, razão pela qual somos uma entidade certificada com a ISO 270001.

O universo do digital está constantemente em mutação, obrigando que players como a Paylink Solutions estejam atentas quase diariamente. Como perpetuam esta dinâmica e qual a importância dos recursos humanos da marca para que a empresa não se deixe ultrapassar?

Para nós é tão relevante esse acompanhamento diário que optamos por ter um recurso 100% dedicado ao estudo e análise das alterações, não só a nível tecnológico, mas também legal, porque são ambas componentes primárias em soluções digitais como as nossas. No entanto, como instituição britânica, toda a empresa está em constante processo de formação e aprimoramento das competências, sejam eles os nossos developers ou a equipa de suporte, com os nossos project managers e business analysts, num esforço continuo para estarem sempre a par das alterações mais recentes e preparando-se para as futuras.

Na sua opinião, que consequências é que terá o Brexit para as empresas e negócios entre Portugal e o Reino Unido? Qual seria o melhor desfecho?

É difícil dizer… O melhor desfecho seria uma saída suave que não tivesse consequências graves mas, infelizmente, neste momento, é uma incerteza. Pode criar sérias dificuldades para empresas que negoceiem entre os dois países, especialmente devido a legislação ao nível da fiscalidade. A Paylink Solutions tem um escritório em Portugal que lhe permite trabalhar nos mercados da União Europeia teoricamente sem consequências, mas até à saída real, é impossível prever o que pode acontecer.

De que forma é que o Brexit já criou transtornos e mudanças no relacionamento empresarial entre ambos os países? No vosso caso, que impacto é que o mesmo teve?

Para já, não teve impactos graves porque ainda não se concretizou, a mudança principal foi mais ao nível de preparação para algumas possíveis consequências.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, insistiu que continua a ser possível o Reino Unido abandonar a União Europeia a 29 de março. Acha que é um prazo viável?

Viável, é. Desejável? Nem por isso. O Reino Unido é um membro fundador e importante na União Europeia, de tal maneira que é impossível calcular os impactos da sua saída, mesmo que seja bem programada e suave. Uma saída dia 29 de Março sem preparação, pode ser caótica a vários níveis.

Em 2015 foi adotada a diretiva de pagamentos pelo Parlamento Europeu, também denominada por PSD2. Quase quatro anos depois, de que forma é que a mesma veio revolucionar o mundo bancário e financeiro?

Como sabe, para muitos players, a diretiva comumente chamada de PSD2, será uma revolução para o mundo bancário e financeiro equivalente à chegada dos aplicativos móveis.

Mas importa referir, que o objetivo maior do PSD2 é melhorar a concorrência, a inovação e a proteção do cliente final. Para isso, a diretiva obrigará as instituições financeiras a uma transformação do “status quo” visto que as mesmas terão que adaptar as suas infraestruturas e serviços e, em alguns casos, os próprios modelos de negócios para o novo paradigma competitivo que se constituirá. De facto, a diretiva é de 8 de Outubro de 2015. Contudo, o caminho para a sua real implementação continuará a ser “ longo”, bastando para isso analisar o que tem acontecido em alguns países, entre eles Portugal, que só este ano está a transpor a Diretiva. Ou seja, levou cerca de três anos, para que a mesma fosse transposta para a realidade portuguesa.

Na nossa opinião, importa deixar claro, que o regulamento impõe mudanças em todos os níveis: nas instituições, nos mercados, no modo como o consumidor final passará a ser “o dono” dos seus dados. A grande alteração é mesmo essa, porque cria novas figuras no ambiente financeiro, entre eles, os Fornecedores de Terceiros (TPP) ou Fornecedores Externos de Pagamento.

Sente que este passo veio promover uma melhoria concreta ao nível do mercado, ou seja, da concorrência, da inovação e da segurança do consumidor final?

O Decreto Lei nº 91/2018, que aprovou o novo regime jurídico dos serviços de pagamentos em Portugal e que mais não é que a transposição da Diretiva comunitária de 2015, não apenas acelerará a mudança das instituições financeiras, reduzindo as barreiras à entrada e à chegada de produtos e serviços alternativos, como dará ao cliente final “uma nova força”, visto que passará a ter uma maior transparência e qualidade nos serviços financeiros, beneficiando da entrada de um novo “ conceito de banco”.

Por isso, sim. Sinto claramente que, como já acontece no Reino Unido e em Espanha, o novo conceito de banco significa que haverá novos players que irão operar sem a necessidade de serem bancos ou de terem os seus próprios produtos, permitindo que se ofereça um melhor aconselhamento aos clientes e um portfólio de produtos mais interessante, criando uma nova realidade de “Customer Journey “ que passará a ser o diferenciador, num mercado cada vez mais digitalizado onde a inovação, associada a elevados níveis de segurança, será preponderante para as escolhas do consumidor final.

O que podemos esperar da Paylink Solutions para o futuro, mais concretamente para 2019?

Em 2019 teremos uma posição mais marcante no mercado Ibérico. Finalizada esta fase inicial de apresentação da empresa e das nossas soluções, estaremos preparados para solidificar a nossa marca, num mercado que tem um grande apetite pelos nossos serviços.

Escolher Paylink Solutions é…?

Mais que escolher um provider, é escolher um parceiro com bastante know-how num mercado muito competitivo como o britânico, que procura trazer essa experiência e inovação para o mercado Ibérico, sempre com o intuito de ajudar os nossos clientes e parceiros a ir ao encontro da resolução para as suas inquietudes e problemáticas, e, em resumo, é escolher um parceiro em que as soluções foram bastante experimentadas e testadas ao longo de vários anos de aprendizagem contínua em UK.