A Crédito y Caución é líder indiscutível do seguro de crédito no mercado interno e no crédito à exportação na Península Ibérica. Neste sentido, e para contextualizar o nosso leitor, como é que a Crédito y Caución tem vindo a promover uma dinâmica de confiança com os seus clientes no domínio do seguro de crédito?

Há vários fatores, mas o mais importante é a ênfase no serviço ao cliente e na disponibilidade para apoiar os segurados sempre que necessitam. Isso traduz-se em taxas de captação e retenção elevadas. Depois há fatores como uma cultura empresarial forte, uma ampla cobertura internacional ou a implementação de iniciativas para aumentar a eficiência e, com isso, a qualidade dos nossos serviços ao cliente.  A digitalização, por exemplo, tem permitido gerar eficiências e melhorar a acessibilidade e transparência dos nossos serviços.

Quais são as mais-valias das vossas soluções e de que forma é que as mesmas contribuem para o sucesso comercial dos vossos clientes?

Cada serviço oferece diferentes mais-valias, mas, de forma geral, aquilo que nos distingue é a adequação dos nossos produtos ao mercado e a constante ampliação da nossa oferta. A dedicação e experiência das nossas equipas é uma mais-valia igualmente importante, tal como a segurança de estarmos integrados num grande grupo mundial. Dispomos de mais de 50 milhões de registos empresariais, continuamente atualizados e monitorizados, e fazemos a análise diária de mais de 10 mil vendas a crédito. Isto representa um grande manancial de informação que dá confiança às empresas.

O Seguro de Crédito, talvez mais do que qualquer outro ramo de seguro, é fortemente influenciado pela evolução da situação económica e das diferentes variáveis conjunturais. Que análise perpetua deste setor em Portugal?

O seguro de crédito existe para reduzir riscos nas transações a crédito. Riscos decorrentes dos próprios intervenientes nas operações e os associados aos setores, países ou cenário internacional. Este será um ano difícil com aumento da incerteza global e do risco. O Brexit, a sucessão política na Alemanha, as eleições europeias e a possível afirmação de movimentos eurocéticos que aumentem o protecionismo, a situação em Itália e, acima de tudo, o acentuar da guerra comercial entre EUA e China são fatores que geram incerteza e que podem influenciar o comércio mundial. Em 2019 espera-se um acentuar das insolvências mundiais. A Europa Ocidental onde se localizam os nossos principais mercados de exportação vai liderar essa tendência com previsões para um aumento de 2%. Este cenário poderá potenciar o recurso ao seguro de crédito.

A relevância do setor de seguro de crédito é superior em momentos mais desfavoráveis a nível económico e financeiro?

É um mecanismo muito importante para as empresas, em especial, em momentos de maior incerteza. Através do seguro de crédito e dos serviços associados os nossos segurados partem para as suas transações com maior segurança. A segurança de conhecerem os seus parceiros de negócio em termos de solvabilidade, cumprimento e condições de pagamento. A segurança de terem o apoio para a cobrança de faturas caso seja necessário e a segurança de serem indemnizados se a operação não correr como previsto. Esta tripla garantia é fundamental para ajudar as empresas a expandir a sua atividade.

Sente que as empresas lusas perpetuam atualmente uma recetividade e conhecimento superiores das vantagens dos seguros de crédito?

As empresas portuguesas são boas conhecedoras do seguro de crédito e das suas vantagens e muito recetivas a esta ferramenta de gestão. Dados da Associação Portuguesa de Seguradores referentes a 2016 colocam Portugal como o quarto país, em termos mundiais, com maior penetração do seguro de crédito na economia. Esta posição é estabelecida com base na análise da relação entre prémios e PIB e pela evolução das vendas cobertas pelas seguradoras face ao PIB. Em 2016, o setor segurador nacional garantiu vendas equivalentes a quase 15% do PIB e perto de 20% das exportações. Acreditamos que este rácio está a crescer, acompanhando a maior dinâmica exportadora do país e o facto do seguro de crédito, pelo menos no nosso caso, ser hoje uma ferramenta à disposição tanto das grandes empresas como das PME.

Como é que este setor é essencial para que as empresas portuguesas consigam ter maior competitividade e segurança com a sua presença nos mercados?

O seguro de crédito mitiga a incerteza associada às transações a crédito. É uma segurança essencial para que as empresas avancem para novos mercados ou concretizem negócios com novos clientes sem que isso, em caso de incumprimento, ponha em risco a sua estabilidade financeira.

À medida que a carteira de clientes de uma empresa cresce e se diversifica torna-se, por vezes, difícil o controlo e a gestão assertiva da mesma. Este é um dos maiores desafios que as empresas enfrentam atualmente?

Temos desenvolvido diversos serviços para apoio às empresas nesse processo. Um exemplo é a nossa plataforma de análise comercial e procura de novos clientes. Centra-se no apoio à diversificação da carteira com base em critérios de solvabilidade. O CyCred Maps permite identificar novos clientes e filtrá-los com base no seu risco de incumprimento, delimitar zonas de atuação e desenhar áreas de influência para estudar individualmente cada potencial cliente e, por último, posicionar esses clientes num mapa e definir rotas otimizadas. Além de Portugal, esta busca de mercados potenciais está disponível para a Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, França, Espanha, Noruega, Holanda e Suécia e, em breve, Irlanda e Reino Unido.

Depois temos toda uma área de apoio na gestão de faturas e cobranças, através da Gestifatura, que nos permite oferecer soluções personalizadas no apoio à gestão e recuperação de faturas em Portugal e no estrangeiro, independentemente do valor, antiguidade, setor ou dimensão da empresa.

Qual é a importância das avaliações de risco de crédito? Este é fundamental no âmbito da internacionalização e das exportações das empresas portuguesas?

A avaliação de risco é fundamental na internacionalização. Qualquer empresa que faça vendas a crédito para o exterior deveria conhecer bem o perfil de solvabilidade dos seus parceiros, o risco de incumprimento associado e os riscos macro que podem atuar a favor ou contra a operação. Só assim se poderá proteger e garantir que tem as suas vendas cobertas perante qualquer atraso de pagamento ou incumprimento. Sem este mitigar do risco, o insucesso de uma operação pode inviabilizar a continuidade da empresa.

Quais são as principais ofertas da Crédito y Caución neste domínio?

A nossa solução para a internacionalização, o CyComex, integra um conjunto de serviços de apoio à internacionalização. Desde logo, o acesso a informação prática sobre os processos de internacionalização, como questões legais, documentação, financiamento, garantias ou fiscalidade, bem como a disponibilização de informação de mercado que vai da identificação de oportunidades de negócio, a dados sobre o contexto empresarial, meios e prazos de pagamento, morosidade ou ações de cobrança. Inclui ainda um serviço de alertas internacionais que permite o envio, por email, de informação antecipada e relevante sobre mercados onde o cliente pretenda atuar.

Destacamos igualmente dentro do CyComex o serviço de consultoria personalizada que avalia a capacidade de internacionalização de uma empresa, assim como a sua necessidade de reorientação se já tiver experiência no âmbito internacional, podendo elaborar um Plano de Internacionalização com a finalidade de definir uma estratégia eficaz e rentável para a sua expansão internacional.

Que análise é possível fazer sobre a presença da Crédito y Caución em Portugal? Quais as perspetivas de crescimento? Uma das apostas passará pela fileira agroalimentar? Porquê este setor?

O balanço é muito positivo. Temos mais de 20 anos de presença no mercado, somos um dos maiores e mais reconhecidos operadores no setor, lideramos a nível ibérico e continuamos a crescer. Em 2018, o volume de prémios processados ascendeu a 18 milhões de euros com um crescimento na ordem dos 3% face a 2017. Em 2019 queremos manter este ritmo de crescimento e isso passa por disponibilizar os nossos produtos e serviços a todos os setores e tipologias de empresas, tanto no mercado interno como para exportação. O agroalimentar é sempre uma aposta pela capacidade exportadora das empresas do setor e pelo crescente reconhecimento nas marcas e produtos nacionais.