Nos considerados da questão, afirma-se que “entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, o equivalente a 10% das importações de eletricidade de Espanha tiveram origem em Marrocos”,  período de tempo em que “a Espanha passou de exportador líquido de eletricidade para Marrocos a importador, devido ao aumento de produção de energia naquele país em resultado da entrada em operação de duas centrais termoelétricas a carvão que, no seu conjunto, emitem diariamente 25 mil toneladas de dióxido de carbono”.

Em face desta realidade com repercussões no Mercado Ibérico da Energia (MIBEL) e nos objetivos de descarbonização adotados pela União Europeia, os eurodeputados socialistas ibéricos Zorrinho e Lopez endereçaram ontem as seguintes perguntas à Comissão:

“1. De acordo com os dados disponíveis, quais os volumes de energia com origem nas centrais a carvão de Marrocos que terão entrado na rede em Espanha e Portugal, no referido período?

  1. Como pretende a Comissão Europeia dar resposta a este problema de fuga de carbono, tendo em conta que as centrais marroquinas a carvão não estão sujeitas ao mercado europeu de licenças de emissões, e em consequência disso beneficiam de um dumping competitivo no mercado da eletricidade, com impactos ambientais negativos?”.