A RMP surge para ser o parceiro na gestão e organização do negócio de pequenas e médias empresas. Comecemos por perceber que verdadeiros desafios enfrentam as empresas nesta era da transformação digital?

A aceleração digital é um tema incontornável. Para além da gestão dos recursos humanos a transformação digital é o grande desafio das organizações. As empresas estão a sistematizar o seu ecossistema, a desenvolver as infraestruturas digitais, a diagnosticar necessidades e a contornar desafios, os quais são transversais.

E a própria RMP, enquanto parceiro na gestão e organização das empresas, a que principais desafios responde atualmente?

A RMP tem vindo a reorganizar-se internamente e a adaptar-se à era digital, agindo em antecipação, facto que nos tem permitido reduzir os impactos.

Ainda hoje, e por inerência e exigência legal o contabilista certificado dedica demasiado tempo ao cumprimento declarativo. É nossa expectativa que a revolução digital nos permita dedicar ao que acrescenta valor às empresas e aos empresários através da consultoria e da mentorização.

Quais são, efetivamente, as mais-valias para uma organização que procura um parceiro de gestão?

A era digital vem assim valorizar o papel do contabilista certificado na análise e aconselhamento do negócio, no seu papel de consultor, com uma maior interação com os parceiros, apoiando a definição estratégica da empresa e contribuindo ativamente para a sua sustentabilidade.

Neste sentido, que soluções diferenciadoras apresenta a RMP? Qual é, efetivamente, o seu papel junto das organizações?

A RMP surgiu no mercado para ser o parceiro na gestão e organização do negócio de pequenas e médias empresas, utilizando uma metodologia de trabalho focada na avaliação de resultados.

As nossas propostas simplificam, antecipam e organizam as várias áreas de Gestão reduzindo impactos e potenciando o crescimento sustentado dos negócios.

Transformação digital, economia digital ou inteligência artificial são apenas alguns dos conceitos desta nova era digital. O tecido empresarial português está suficientemente preparado para esta transformação digital?

O tecido empresarial português está a prepara-se e a adequar-se a esta transformação digital, a diferentes velocidades, investindo em software e hardware, em formação e no acesso à informação.

Acreditamos que só os empresários que encarem este desafio como uma oportunidade e implementem mudanças ao nível da liderança, conseguirão ultrapassar o tema do digital de forma inócua.

Como serão as organizações do futuro? Quais são as expectativas?

O investimento no capital intelectual será o mais relevante no ciclo de vida das organizações. Dotar os Recursos Humanos de competências é, e será, a chave para o sucesso.

É nossa convicção que as relações de trabalho serão inteligentes, existirão novos sistemas de remuneração e estímulos à inovação, empoderamento da empresa ao nível da cultura organizacional e valores, maior proximidade com o consumidor, gestão profissional, tendência para fusões nas entidades que não se conseguirem adaptar, tecnologia de ponta, crescimento sustentável e responsabilidade social são as tendências das organizações do futuro.

A automação integrada aumentará a competitividade, a produção ou prestação de serviços tornando-se, assim,  mais adaptada e menos padronizada. Existirão alterações a nível organizacional e nos processos de trabalho, que irão incorporar de forma crescente a flexibilidade e a polivalência.

Por outro lado, surgirão novas funções, novos processos de trabalho e um novo tipo de trabalhador altamente especializado, polivalente e criativo focado não só em resultados como também em obter qualidade de vida.

Os nativos digitais, ou “millenials”, serão uma constante presença na força de trabalho e no mercado de consumo.