“E se existisse um mundo onde todos […] estão envolvidos num objetivo comum”?

“Tendo em conta que até 2020 mais de metade da força de trabalho será constituída, não só de Millennials mas também Geração Z, é essencial encontrar formas de cativar estas gerações”, afirma Tiago Perdigão, CEO da Fractal Mind. Venha connosco saber mais.

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Que importância assume a Consultoria de Gestão para o tecido empresarial, atendendo aos desafios que a globalização e transformação digital acarretam?

O mercado de trabalho está em constante mudança e a gestão de pessoas é cada vez mais um fator crítico na estratégia das organizações. A digitalização acelerou a produção e a circulação de informação, a inovação e a disrupção, a integração do físico com o virtual e o uso de dados em tempo real. Tudo isto com enorme impacto nas estruturas organizacionais, nos modelos de negócio, nas operações de logística e nos próprios produtos e serviços.

Para a Fractal Mind, o ponto de partida da consultoria é sempre a necessidade do cliente, o que significa que a atuação do profissional ou da empresa contratada será influenciada pela situação atual do negócio. O objetivo, no entanto, será sempre nas melhorias que podem ser implementadas no futuro próximo, a médio ou mesmo a longo prazo.

O processo de consultoria não é realizado de forma isolada, ou seja, a participação da gestão não termina quando os objetivos a serem trabalhados são entregues ao consultor – na realidade, é o começo de um trabalho que dá melhores frutos quando realizado em parceria.

Por sua vez, de que forma a consultoria de gestão pode ser aplicada na estratégia de sustentabilidade empresarial, considerada uma das prioridades atuais para os empreendedores e para a expansão dos negócios?

Um dos principais argumentos para a aplicação de estratégias de gamificação bem desenhadas é a sua capacidade de, mais que motivar de forma extrínseca, com recompensas ou pressão, conseguir motivar de forma intrínseca os jogadores. Os jogos são muito bons a trabalhar quatro dimensões em particular da nossa motivação intrínseca: a relação com o próximo, a autonomia, a progressão para a mestria e o sentido de propósito. E não é à toa que o fazem: está demonstrado que são os pilares da nossa força interior. Uma solução de gamificação que consiga equilibrar competição e colaboração, que recompense os jogadores com autonomia de escolha, que transmita de que forma cada um está a crescer e a contribuir para o crescimento da equipa e que ligue tudo isto com uma missão comum, é complicado falhar.

A Fractal Mind apresenta-se no mercado com uma oferta de soluções gamificadas desenhadas em função dos desafios de cada cliente. O que são soluções gamificadas?

São soluções para o dia a dia das pessoas, que, sem acrescentar peso às suas rotinas, as encorajam a ter comportamentos que estão em linha com os seus objetivos ou os da organização.

Para isso usamos mecânicas, dinâmicas e psicologia de jogos, mas de uma forma integrada no que são as suas tarefas e ferramentas.

O nosso processo para criar experiências está 100% centrado no utilizador, ou ‘jogador’ como preferimos chamar, e nos objetivos do cliente: começamos por ouvir o cliente e conhecer os contornos do desafio, definimos objetivos claros e mensuráveis e mergulhamos na experiência do ‘jogador’, para conhecer as suas necessidades, expetativas e receios. Dinamizamos sessões de brainstorming com o cliente e os ‘jogadores’, fomentando que estejam sempre envolvidos no processo de criação.

Com a matéria-prima nas mãos, rapidamente passamos para a prototipagem e testes – acreditamos que se é para falhar é rápido e barato – até que chegamos a um primeiro entregável. E dizemos primeiro porque a mudança deve ser um processo iterativo e incremental, em que estamos sempre a aprender com o feedback dos ‘jogadores’. Eles são o foco da experiência.

Trabalham no sentido de impulsionar o envolvimento dos colaboradores, resultados de negócio, objetivos de aprendizagem e de mudança comportamental. De que forma?

Tendo em conta que até 2020 mais de metade da força de trabalho será constituída, não só de Millennials mas também Geração Z, é essencial encontrar formas de cativar estas gerações criando não só ambientes de trabalho que sejam apelativos, como formas de envolver e manter o interesse destas gerações – o coloquial ‘vestir a camisola’.

O nosso trabalho é precisamente nesse sentido: tornar as empresas mais apelativas para o talento que procuram, ao mesmo tempo que oferece ao talento recrutado formas de acrescentar valor às empresas.

Com abordagens centradas nas pessoas, a Fractal Mind nasceu em 2015 com o objetivo de trazer o “poder transformador dos jogos para a vida das pessoas”. Como?

Numa altura em que tanto se fala de retenção de pessoas, de dificuldade em motivar a melhores desempenhos e crescimento pessoal, cabe-nos mostrar ao mundo empresarial o impacto que as nossas soluções conseguem ter nas suas pessoas e apresentar os resultados que eles precisam para tomar as decisões em consciência. E é aqui que entra o Gamify Europe’19 | Made of Outliers [9 de maio, Lispolis, Lisboa], propondo mudar a tendência e dar palco aos Outliers, ou seja, aquelas agências e/ou organizações com os números para sustentar os seus sucessos, focando-nos nas suas histórias e nas vitórias alcançadas.

Num esforço para quebrar com o status quo, estamos a desafiar agentes e decisores para se focarem nos factos e nos mostrarem como o game thinking impactou os objetivos das suas organizações ou clientes. E nesse sentido já temos confirmados speakers para falar de casos de estudo da adidas [Médio Oriente], Worten [Portugal & Espanha], Polícia Holandesa [Holanda], Turismo da Madeira [Portugal], Caixa Federal do Brasil [Brasil], EY [Itália], entre outros [mais detalhes em www.gamifyeurope.com].