Tornar as organizações mais ágeis e eficazes para conseguirem ter equipas mais FOCADAS e MULTIDISCIPLINARES é a proposta do M&M – Mapping and Matching – um dos novos quatro produtos que a SDO Consulting acaba de lançar. Fale-nos sobre esta solução.

Este produto é um “enabler” da agilização das estruturas formais e hierárquicas; o processo de tornar uma empresa mais ágil é complexo e longo, este nosso produto visa apoiar a criação de “satélites” que funcionam em simultâneo com os projectos de transformação e que permitem de forma rápida e cirúrgica criar «células» multifacetadas com pessoas que não só reúnem as competências necessárias, como têm perfis de personalidade compatíveis, de forma a funcionarem bem em equipa rapidamente. Temos um conjunto de ferramentas que permitem mapear (mapping) estas competências e perfis e depois conjugá-las (matching) de acordo com desafios ou projetos fora da rotina do dia a dia.

As equipas podem ser sempre diferentes, e o papel de cada um dentro da equipa é variável, sempre de acordo com os resultados que se pretendem para cada desafio.

Na sua opinião, a tomada de decisão nas empresas está intimamente ligada à falta de capacidade de agilidade e rapidez das equipas?

Sim. Empresas com o poder de decisão centralizado no topo, são mais lentas a tomar decisões e consequentemente menos ágeis a responder aos desafios do ecossistema. O «time to market» é decisivo e é por aí que tema Agilidade ganha esta importância. O «Achatamento» das estruturas é uma prioridade no processo de agilização.

O M&M incide na formação das equipas desde a sua origem, fazendo um mapeamento das capacidades e talentos dos colaboradores para descobrir o match perfeito. Isto quer dizer que um contabilista poderá ter fortes capacidades em marketing, por exemplo?

Quer dizer que poderemos identificar competências num contabilista que não estão necessariamente ligadas às suas competências técnicas de contabilidade. Significa que o mapeamento de competências vai para além do “fit to job”, foca-se naquilo que é a pessoa e não naquilo que a pessoa entrega à empresa.

De que forma avalia a sensibilidade das organizações no que diz respeito a conhecerem bem os seus colaboradores?

Cada caso é um caso; temos empresas que estão um passo à frente em termos de conhecerem as suas pessoas e temos outras que o conhecimento se limita às suas competências técnicas. Ainda ouvimos em muitas empresas o clichê “a pessoa certa no lugar certo”, o que na nossa perspetiva está completamente ultrapassado; as empresas estão em constante mutação e com elas as Pessoas, é uma adaptação constante de ambas as partes, por isso falarmos em organismos vivos em constante mutação. Lugares certos já não existem. Pessoas certas, sim, mas para cada desafio e a cada momento com papeis diferentes. Respondendo diretamente à questão: as organizações que não conhecerem a fundo todas as competências das suas pessoas serão menos ágeis que as outras, com menor capacidade de evolução e de resposta ao ecossistema.

Esta proposta da SDO é, acima de tudo, arrojada e promete romper com muitos dos estigmas vividos diariamente nas empresas. Esta foi uma forte motivação para criar algo assim?

A nossa maior motivação é a de apoiar os nossos clientes no alcance dos seus objetivos. Sermos um agilizador da vitória e do sucesso. Para isso é preciso ser frio na análise do contexto e nas necessidades reais de mudança no tecido empresarial português. Não podemos dizer o que as pessoas querem ouvir. Temos que dizer o que todos sabemos, mas não temos coragem de implementar. Quebrar a herança formal, sólida e conservadora das nossas hierarquias através da delegação de poderes, achatamento dos organigramas e rejuvenescimento das linhas de liderança, é desconfortável. Estamos a mexer no tema “poder”, não é um tema que os nossos interlocutores gostem de debater.