Esta nova geração de insulina apresenta no entanto outros benefícios para pessoas com diabetes. Por um lado, tem uma duração ultralonga de ação que dura mais de 42 horas, o que permite maior flexibilidade na hora de administração no dia a dia da pessoa com diabetes. A insulina degludec permite igualmente uma menor variabilidade glicémica levando ao referido menor risco de hipoglicemia, grave e noturna e redução comparável dos níveis de glicose no sangue versus insulina glargina U100 em pessoas com diabetes tipo 1. Os estudos clínicos indicam que em pessoas com diabetes tipo 1, este medicamento proporciona uma redução de 11% dos casos de hipoglicemia sintomática global, redução de 36% das hipoglicemias sintomática noturnas e ainda uma diminuição de 35% dos casos de hipoglicemia grave.

As hipoglicemias, especialmente as noturnas e graves, têm um impacto significativo na vida das pessoas com diabetes, o que se traduz num aumento do risco de morte cardiovascular e também num menor controlo glicémico com todas as suas complicações associadas. Segundo o estudo Hipodiab desenvolvido em Portugal, apenas 3 em cada 10 das pessoas notificaram sintomatologia de hipoglicemia (30%) e quase metade teve um episódio de hipoglicemia sem qualquer sintoma associado, o que aumenta o perigo de as hipoglicemias não serem devidamente tratadas e identificadas pelo doente. Este tratamento representa uma inovação e avanço no tratamento da diabetes, que vai ao encontro das necessidades das pessoas com diabetes.

“Estamos muito satisfeitos que os doentes portugueses com diabetes tipo 1 possam, agora, ter acesso a um tratamento que lhes permite uma melhor qualidade de vida, especialmente para aqueles em que o risco de hipoglicemia é elevado. Manter um bom controlo da glicose no sangue quando do tratamento com insulina pode ser um desafio para profissionais de saúde e pessoas com diabetes devido a preocupações com o risco de hipoglicemia. Esta comparticipação fornece assim mais uma possibilidade de melhoria da qualidade de vida às pessoas com diabetes e possibilita a Portugal mais um passo na direção de garantir uma maior acessibilidade a medicamentos inovadores que trazem benefícios efetivos para a vida das pessoas”, avança Olga Insua, diretora-geral da Novo Nordisk Portugal.

Os episódios de hipoglicemia podem representar uma barreira importante na manutenção dos objetivos de tratamento definidos e na adesão terapêutica dos doentes, uma vez que, por medo, ansiedade e depressão, ou por se associarem à perceção de uma redução da qualidade de vida, aumento do absentismo, redução da produtividade e aumento dos custos de saúde, podem desencadear comportamentos defensivos.

Sobre hipoglicemias

A hipoglicemia acontece quando os níveis de glicose no sangue descem abaixo dos 70 mg/dl. Os sintomas podem ser mais ligeiros, como visão turva, fadiga, dor de cabeça ou mais graves, como perda de consciência. A hipoglicemia pode ser provocada por erros na alimentação, como passar várias horas sem comer ou ingerir quantidades insuficientes de hidratos de carbono; erros na administração de medicação oral ou excesso de insulina; exercício físico não programado e sem suporte alimentar antes e, depois e consumo de álcool em excesso e/ou fora das refeições.