“O desafio está em ouvir e perceber como cada um funciona, para então saber como ajudá-los a atingir o seu potencial máximo”

Suzanna De Coster trabalha na Grünenthal Financial Services, é especialista em serviços financeiros partilhados mas afirma-se, em primeiro lugar, como gestora de pessoas. Perceba porquê.

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A Grünenthal Financial Services está presente em Portugal há uns anos. Qual é o próximo passo para a empresa?

Estamos a viver tempos muito interessantes, de mudança e crescimento. Temos um novo CFO desde Janeiro deste ano: Fabian Raschke. A nível de GFS, vamos transferir mais serviços para Portugal num futuro próximo. E a médio prazo, a visão e o plano são de crescimento contínuo.

É especialista em finanças mas afirma que em primeiro lugar é uma gestora de pessoas. Porquê?

Acredito que em primeiro lugar gerimos pessoas e não departamentos. As pessoas são quem fazem a equipa e acredito que colaboradores motivados dão mais de si e tornam-se em high performers.

Confio nas pessoas e dou-lhes empowerment e ownership para serem empreendedores e crescerem como profissionais.

Na sua opinião o que é mais difícil no exercício de liderar pessoas? E o mais gratificante?

Gerir pessoas é sem dúvida desafiante e por isso mesmo gratificante. Cada pessoa é única e sui generis, com a sua própria personalidade, opiniões e sensibilidades. O desafio está em ouvir e perceber como cada um funciona, para então saber como ajudá-los a atingir o seu potencial máximo. Não acredito num one size fits all approach.

O mais gratificante é, sem dúvida, ver as pessoas felizes no trabalho. Toda a gente gosta de vir trabalhar e isso deve-se ao sentido familiar que demos à empresa e ao mote que vivemos: Workiness, uma conjugação de work e happiness.

Qual diria que é a sua missão na Grünenthal?

Continuar o bom trabalho que começámos. Construímos uma empresa com uma cultura de liderança e pessoas excecionais. É o que nos distingue e é a nossa força. Quero contribuir para o nosso crescimento enquanto empresa e oferecer mais serviços, ir para além do que fazemos hoje. Mas sempre mantendo o nosso “Workiness” que é o que define na perfeição o Great Place to Work  que construímos.

Fala seis idiomas: holandês, inglês, francês, alemão, português e espanhol. Quais foram as maiores vantagens que o multilinguismo lhe trouxe profissionalmente?

As línguas que falo sempre me abriram várias portas a nível profissional. A maior vantagem é a variedade de trabalhos e profissões que já me permitiram executar.

Atualmente, uma grande vantagem é poder comunicar com vários colegas e parceiros nas suas respetivas línguas. Quebra o gelo, ajuda na comunicação e acima de tudo evita situações de “lost in translation”.

Do seu currículo fazem parte cargos como relações públicas no Rock in Rio ou tradutora e hoje trabalha com números e gere pessoas numa empresa farmacêutica. O que guarda destas diferentes experiências?

Todas essas experiências foram enriquecedoras e fizeram de mim a pessoa e a profissional que sou hoje. Aprendi com todas e com toda a gente com quem trabalhei. Valorizo o facto de ter uma experiência tão diversificada. Permitiu-me viver realidades diferentes e trabalhar com pessoas das mais diversas áreas: desde show business a tradução ou farmacêutica.

Ao longo da sua carreira que história lhe ficou na memória como “uma boa história para partilhar”?

Tenho tantas. Conhecer vários artistas como o Sting e Ivete Sangalo enquanto trabalhei no Rock in Rio sem dúvida ficou na memória.

Mas a melhor história foi quando comecei a trabalhar para a Grünenthal. Aqui tive a oportunidade de montar um Shared Services Center e duas equipas de raiz. Agora a empresa está prestes a dar os próximos passos da sua história. É como criar um bebé, vê-lo crescer e a dar os primeiros passos. Tenho uma ligação muito forte à empresa e sinto-me muito realizada profissionalmente por poder contribuir diretamente para o crescimento e o sucesso deste projeto.